quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015 08:46h Atualizado em 17 de Dezembro de 2015 às 08:59h. Mariana Gonçalves

Divinopolitano é destaque internacional na dança

O bailarino divinopolitano, Frederico Sousa, tem dado um verdadeiro show nos palcos internacionais. Fred Sousa, como prefere ser chamado, está no elenco de um dos balés mais famosos do mundo

O bailarino divinopolitano, Frederico Sousa, tem dado um verdadeiro show nos palcos internacionais. Fred Sousa, como prefere ser chamado, está no elenco de um dos balés mais famosos do mundo, The Nutcracker (O Quebra Nozes) na cidade de Los Angeles, Califórnia.
Conforme contou o bailarino, o convite foi feito pela diretora artística, Anacia Weiskittel, responsável pelo espetáculo. “Recebi propostas de outras companhias, como a Pasadena Dance Theater e Califórnia Dance Academy, mas acabei optando pela Degas Dance Stúdio, devido à flexibilidade de horários e à estrutura do evento”, afirma o artista.
O bailarino já passou por grandes companhias brasileiras, como o Ballet Jovem Palácio das Artes, Cia. SESIMINAS, em Belo Horizonte, Conservatório Brasileiro de Dança no Rio de Janeiro e integra em seu currículo também nomes internacionais, como a companhia FULLDANCE, em Buenos Aires/Argentina e Empezar de Cien, em Madrid, na Espanha.

 

 

CARREIRA

Fred iniciou sua carreira aos 15 anos de idade, em Divinópolis, no Studio Arte Dança, hoje o bailarino está com 29 anos. O artista faz questão de não esquecer suas origens e agradecer à oportunidade que teve de descobrir o maravilhoso caminho proporcionado pela dança. “Seria muito interessante que os pais enxergassem a dança como uma profissão dignificante e bela, como realmente é, com uma visão livre de preconceitos e estigmas. É uma pena que existam poucos homens no Ballet e o motivo disso é uma visão distorcida de uma carreira tão linda”, acrescenta o bailarino.
Embora o bailarino tenha feito grandes participações em companhias nacionais, Fred teve grande destaque e projeção durante sua participação em concursos de dança no Rio de Janeiro, inclusive, ele chegou a ser considerado pelos jurados destes concursos como o melhor bailarino e coreógrafo do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

ARTE MILENAR

O balé clássico surgiu nas cortes italianas, no início do século 16, embora não se saiba ao certo de onde veio a inspiração para os seus primeiros passos e coreografias. Foi o termo italiano balletto ("dancinha", "bailinho") que deu origem à palavra francesa ‘ballet’. Na época, tratava-se de uma diversão muito apreciada pela nobreza local. Tamanha admiração pela dança levou a princesa italiana Catarina de Médici (1519-1589) a introduzir o balé numa nova corte quando se casou com o rei da França, Henrique II. Catarina também fez questão de contratar o grande coreógrafo italiano de então, Balthazar de Beaujoyeulx. Aqui vale abrir um parêntese. O nome verdadeiro do coreógrafo era Batazarini Di Belgioioso. A forma afrancesada, não só do nome dele, como de outros italianos que fizeram parte da história do balé, tornou-se a mais conhecida, pois a dança só se desenvolveu realmente quando chegou entre os franceses, que espalharam seu sotaque em tudo o que envolve essa arte.
Por volta do século 18, os espetáculos passaram por outra transformação, concentrando-se mais na música e na dança. Foi nessa época também que as bailarinas começaram a se rebelar contra os vestidos que usavam até então e que limitavam os movimentos. Por causa dessa restrição, os homens eram os que tinham os papéis de destaque nos espetáculos. Como as coreografias cheias de saltos e giros ganhavam espaço, as mulheres tiveram que reagir. A belga, Marie Ann Cupis de Camargo, baixou os saltos de seus sapatos e encurtou suas saias para desenvolver melhor sua dança. Não por acaso, ela foi uma das primeiras bailarinas importantes da história. O último momento marcante da origem do balé ocorreu no século 19, quando a italiana, Marie Taglioni, foi a pioneira a dançar na ponta dos pés, hoje o movimento mais identificado com o balé clássico.

 

BRASIL

O Balé no Brasil surgiu depois da visita de famosas companhias internacionais, no começo do século, como a companhia de Diaghilev, em 1913 e 1917, e a Companhia Pavlova, com Alexandre Volinine e seu corpo de baile, em 1917 e 1919. Maria Olenewa, ex-solista de Pavlova, veio ao Rio de Janeiro em 1921, pretendia lançar as sementes do balé clássico no Brasil. Em 1927, o crítico, Mário Nunes, propôs ao governo a criação de uma escola de balé oficial, sem ônus para os cofres públicos. Ofereceram a Olenewa, uma sala vazia no Teatro Municipal, disponível durante algumas horas por dia. Com a venda de suas próprias joias, Olenewa custeou as modestas instalações da escola pioneira. O ambiente era de indiferença, senão de hostilidade à arte coreográfica, com raras, porém entusiásticas, exceções. O esforço de lançar as bases de sua arte no Brasil custou à Olenewa, entre muitas decepções, um tratamento de saúde de dois anos em hospital da Suíça. Mas o corpo de baile foi criado e oficializado em 1930.

 

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