segunda-feira, 15 de Agosto de 2016 12:20h Mariana Gonçalves

Divinopolitano se prepara para lutar pelo cinturão mineiro de Kick Boxe

POR MARIANA GONÇALVES

mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

O atleta divinopolitano Edipo Lima, conhecido também por Pow, irá para a cidade de Cláudio no próximo dia 21 defender o seu cinturão mineiro profissional de Kick Boxe. Será um evento de lutas amadoras e, para o encerramento deste dia, estão programadas três lutas profissionais, Edipo será participante de uma destas lutas profissionais. “Estou treinando em Belo Horizonte e treinando aqui em Divinópolis com os meus alunos, meus colegas de treino, estou focado para defender o meu cinturão”, destacou.
Edipo já foi por 11 vezes campeão mineiro nas competições amadoras. Já conquistou também títulos nacionais e carrega em seu currículo a participação em competições internacionais. “Fui no mundial da Rússia, não consegui ganhar, devido à parte psicológica, porque a parte física estava muito bem preparada, o evento era muito grande e psicologicamente eu não me preparei, mas foi uma grande experiência”, afirma.

O atleta, que é também professor das artes marciais, levará dois competidores de sua academia para concorrer no evento em Cláudio. Pow começou no esporte aos 18 anos de idade, segundo ele conta, foi através das artes marciais que viu sua vida mudar drasticamente. “Comecei devido a ter um comportamento muito problemático, e um amigo meu que já treinava me trouxe para a academia. No segundo mês de treino, fui convidado para disputar o cinturão profissional mineiro, não consegui ganhar, mas daí peguei gosto e vi que tinha potencial para continuar no esporte, porque lutei contra uma pessoa que já tinha dez vitórias e me saí muito bem, mesmo sem ter ganhado”, comenta o atleta, destacando ainda que, em função de poder se dedicar mais ao esporte, abriu mão até mesmo de seu trabalho, pois era complicado conciliar tudo. “Na época, eu trabalhava no caminhão do lixo, era gari, e foi quando eu resolvi abrir mão de tudo e investir na carreira como lutador”, acrescenta.

 

INCENTIVO

 

Participar de campeonatos é, além de outras coisas, um investimento para os atletas, pois, em grande maioria, os próprios competidores é que arcam com os principais custos disso (inscrição, transporte, acomodação), a falta de patrocínio/incentivo é, segundo Pow, uma das maiores causas pelas quais vários atletas desistem do esporte. “Um dos fatores mais importantes para o atleta e o que menos é valorizado hoje é essa questão do patrocínio. Em todos os esportes hoje a mídia já tem os seus estrelinhas, aqueles que vendem bem, então eles patrocinam só estes, investem em quem já tem uma condição financeira boa, e quem não tem é muito difícil chegar no auge. Tem nove anos que luto e apenas em uma competição eu consegui um patrocínio, participo de cinco, seis competições por ano, mas acredito que na hora certa Deus colocará em minha vida alguém bacana, e que reconheça o meu trabalho, porque isso para qualquer atleta é muito importante, é a base”, frisa o professor.

 

MODALIDADE FITNESS

 

Dentro do Kick Boxe, o professor tem executado uma modalidade que está sendo bastante procurada, principalmente por aquelas pessoas que desejam perder uns quilinhos. “A gente trabalha com a parte fitness da arte marcial, tem muito aluno que gosta da arte marcial, mas não quer ser um competidor, outros alunos vêm só para emagrecer mesmo. Tem muita pessoa que procura o esporte como válvula de escape, é uma área que tem crescido bastante, 90% do meu público hoje são mulheres procurando bem estar físico, querendo emagrecer”, conta.

De acordo com Pow, se o aluno realmente for aplicado, levar uma alimentação balanceada e participar ativamente das aulas, os primeiros resultados no corpo começam a aparecer com três meses. “Geralmente, no primeiro mês o aluno queima de 700 a 800 calorias/hora aula, minha aula é 1h e meia, no segundo mês, o aluno já perde de mil a 1.200 calorias, no terceiro mês, dependendo do metabolismo do aluno, ou do ritmo de treino do aluno, ele chega até 2.500 calorias, então varia muito, contudo, o resultado é certo, desde que o aluno tenha uma didática bacana de treino, seja aplicado, e faça uma reeducação alimentar, que também é muito importante”, completa o professor.

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