terça-feira, 18 de Agosto de 2015 09:57h Atualizado em 18 de Agosto de 2015 às 10:30h. Mariana Gonçalves

Divinopolitano tem trabalho selecionado para participar do Festival Internacional de Quadrinhos

O Divinopolitano, Igor Bastos, está lançando seu primeiro trabalho autoral de quadrinhos. Intitulado “Liberdade”, o quadrinho conta a história da liberação dos escravos no Brasil de uma nova forma, em que os mitos folclóricos brasileiros são reais

O projeto foi selecionado para participar do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), entre 11 e 15 de novembro.
O festival já tem confirmados mais de 30 convidados nacionais e internacionais, grandes nomes como Marvel e DC.
Para Igor, mesmo com as dificuldades, os resultados são vistos de forma positiva, sua participação no festival irá lhe render ainda mais experiência na área e por consequência, trazer mais visibilidade ao seu projeto. “Tem sido uma experiência muito difícil, porque é algo 100% autoral, e trabalho independente não é fácil. Como estou fazendo esse projeto através de uma plataforma de financiamento coletivo, tem sido um grande desafio, contudo a aceitação está muito boa.”
“O FIQ é o maior festival de quadrinhos da America Latina, para mim é um sonho estar do lado de autores que me provaram ser possível ser autor, escritor desenhista de quadrinhos no Brasil”, destaca o quadrinista.
Para que os quadrinhos saiam do papel virtual, Igor precisa atingir uma cota de financiamento, por meio de uma plataforma online de financiamento coletivo. Funciona da seguinte maneira: Uma pessoa cadastra seu projeto, define uma meta e um prazo. Outras pessoas podem apoiar financeiramente esse projeto e quanto maior o valor do apoio mais recompensas ela recebe. Caso a meta não seja batida, o dinheiro é devolvido para todos os apoiadores. Quem se interessar em contribuir, basta acessar o https://www.catarse.me/liberdadehq.

 

JOGO DE CORES

Com um começo preto e branco, o quadrinho vai se colorindo com a chegada de novos elementos.
O visual é ousado, propositalmente improvável. Igor utilizou a ferramenta estética da desconstrução ao seu favor na construção da identidade de seu trabalho. “O meu maior desafio pra fazer uma história em quadrinho sempre foi o desenho, eu aprendi a desenhar na adolescência, e em certos momentos, os desenhos são desprezíveis pra história. Acho que isso reflete um pouco a necessidade que tive de provar que para se ter uma boa história em quadrinhos, não precisa seguir um padrão pressuposto”, explica.
Com o contexto histórico desse trabalho, o quadrinista nos chama para uma importante reflexão. “Se a liberdade existe, quanto estamos pagando por ela? Com isso, puxei também para a questão da libertação dos escravos no Brasil, depois que eles foram libertos, como ficaram a situação deles? Será que eles realmente foram libertos? A narrativa, que navega entre a comédia e assuntos mais sérios, conduz o leitor com sutilezas pelo drama de quem vive na repressão”, pontua.

BIOGRAFIA

Igor Bastos, 20 anos, nasceu em Divinópolis. Atualmente cursa Cinema de Animação e Artes Digitais na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Tem grande admiração pelo trabalho do, também quadrinista brasileiro, Danilo Beyruth.

 

Créditos: Divulgação

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