quinta-feira, 7 de Julho de 2016 13:49h Atualizado em 7 de Julho de 2016 às 14:02h. Carina Lelles

Dupla que estava com João Vítor foi responsável pelo disparo que o matou

Os dois inventaram que o adolescente divinopolitano, de 13 anos, havia sido baleado em uma tentativa de assalto na comunidade de Água Limpa, zona rural de São Gonçalo do Pará

POR CARINA LELLES

carina.lelles@gazetaoeste.com.br

 

A Polícia Civil de Pará de Minas esclareceu o homicídio de João Victor de Castro Rachid, de 13 anos, que foi morto com um tiro no peito no dia 23 de junho. Não houve tentativa de assalto e o disparo que vitimou o adolescente foi feito acidentalmente pelos amigos que estavam com ele.

De acordo com um dos delegados responsáveis pelo caso, Carlos Henrique Bueno, quando foi morto, João Victor estava na companhia de Matheus Henrique dos Santos, de 19 anos, e Túlio Henrique Santos Menezes, de 29 anos, que alegaram aos policiais, no dia do crime, que eles haviam sido abordados por dois homens armados em uma tentativa de assalto na comunidade de Água Limpa, em São Gonçalo do Pará, e que um dos “suspeitos” havia efetuado o disparo de arma de fogo contra o adolescente.

 

 

 

Durante o depoimento, até então como testemunhas, Matheus e Túlio entraram em contradição diversas vezes sobre como ocorreu o crime. Durante a oitiva, o Delegado esclarece que os dois foram levados ao local onde teria acontecido a suposta tentativa de assalto e cada um apontou um lugar diferente. “Aí constatamos que eles estavam mentindo”.

Ainda de acordo com Carlos Henrique, “eles alegaram que foi um disparo acidental. Confessaram que estavam com a arma e que iriam buscar um porco bravo e que o Túlio passou a arma para o Matheus. Caso o animal reagisse, era para atirar e, na confusão com o animal, a arma disparou e acertou o João Victor”, detalha o delegado.

 

 

Matheus e Túlio estão presos na penitenciária Pio Canedo, em Pará de Minas. “A princípio, podem responder pelo homicídio doloso (praticado com intenção de matar), mas vamos apurar corretamente o que aconteceu”, finaliza o delegado. A pena para este tipo de crime pode variar de seis a 30 anos de prisão.

 

Primeira versão do crime

No dia do crime, os suspeitos disseram à Polícia Militar que estavam voltando de um sítio na comunidade de Água Limpa, quando pararam a caminhonete em que estavam para abrir uma porteira.

Neste momento, dois homens, sendo um deles armado, em uma motocicleta, abordaram as vítimas e anunciaram o assalto. O motorista e o passageiro desceram e como João Vitor estava no banco de trás, demorou um pouco mais para descer.

 

 

Nervosos, os criminosos mandaram as vítimas entregarem carteiras e celulares, quando João Vítor tentou conversar com os suspeitos e pediu calma. Um deles apontou a arma para o adolescente e atirou. A dupla fugiu logo em seguida sem levar nada.

João Vitor foi atingido no peito e levado pelas vítimas até o Hospital São João de Deus, mas não resistiu aos ferimentos.

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