quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015 09:54h Atualizado em 15 de Janeiro de 2015 às 09:59h. Lorena Silva

Edital para seleção de profissionais para atuar no Samu deve ser publicado ainda este mês

Mesmo com atraso em obra do Complexo Regulador, secretário garante que serviço será implantado até o final deste semestre

Até o final deste mês deve ser publicado o edital do processo seletivo que vai definir os profissionais que irão trabalhar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), cuja implantação em Divinópolis deve ocorrer até o final deste semestre.  A expectativa foi dada ontem pelo secretário executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência da Região Ampliada Oeste (Cis-Urg Oeste), José Márcio Zanardi, que trabalha paralelamente em outras questões relativas à instalação do serviço.
De acordo com José Márcio, o edital já está finalizado, faltando apenas decidir qual será a modalidade da seleção. Duas possibilidades estão sendo analisadas, sendo elas processo seletivo com contratação temporária de um ano – podendo ser prorrogada por igual período – ou concurso público. “Só que isso tem custos diferentes. E eu preciso de uma sinalização da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Porque nos outros consórcios quem ajudou a definir esse processo foi a própria Secretaria de Estado”, explica o secretário.
No total, está prevista a criação de mais de 500 cargos, entre os de confiança, médicos, condutores socorristas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Após a seleção, também está prevista uma capacitação para os profissionais que vão ocupar os cargos da Rede. “A gente tem que ter uma capacitação bastante rigorosa, seja para quem for ocupar o cargo, dentro da melhor forma possível, para que a gente possa ter um serviço de qualidade”, pontua José Márcio.
Segundo o secretário, o consórcio avalia duas possibilidades para definir quem vai oferecer essa capacitação. Ele conta que na próxima semana faz uma visita ao consórcio da cidade de Varginha, onde o treinamento foi realizado pelo Cis-Norte – outro consórcio que já está em funcionamento na região do Vale do Jetiquinhonha – para avaliar se essa seria uma alternativa. Outra forma que está sendo estudada seria uma parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). “Nós estamos olhando essas questões para ver o que se adéqua (sic) melhor e o que tem o custo mais adequado dentro do nosso orçamento.”

 

COMPLEXO REGULADOR
A construção do Complexo Regulador do Samu – estrutura que operacionaliza as ações do serviço e vai funcionar em um terreno ao lado do Hospital Público – que tinha previsão para ser iniciada no ano passado, ainda não teve início. Mesmo com projeto já aprovado e pareceres técnico e jurídico liberados, a assinatura do convênio com a SES ainda não ocorreu, o que, segundo José Márcio, é justificado devido à transição do governo do Estado.
“Não houve tempo hábil para assinar. Mas os recursos, segundo a equipe do governo anterior, estavam garantidos no orçamento. Isso traz a expectativa de logo estarmos assinando esse convênio, publicando o edital de licitação e iniciando a construção das obras”, acredita o secretário. O atraso de início da obra, orçada em R$ 5 milhões e estimada para que ocorra dentro de um prazo de seis meses, não deve interferir no cronograma de implantação do Samu.
Pelo menos é o que espera José Márcio, que já considera a possibilidade de que o complexo comece a funcionar no espaço onde hoje funciona a sede do consórcio, na Unidade II do Hospital São João de Deus (HSJD) – antiga Unidade de Pronto Atendimento Central. “É possível que dentro do cronograma a gente consiga fazer a contratação do pessoal, fazer a aquisição dos materiais. Se a gente chegar ao fim [do processo de implantação] primeiro, sem o complexo, pode ser que a gente use esse espaço até que ele [o complexo] esteja pronto.”

 

AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Outra questão que aguarda definição da Secretaria de Estado é a aquisição dos materiais e equipamentos necessários para o funcionamento do Samu, como medicamentos, uniformes e materiais das ambulâncias. Segundo o secretário, o orçamento de tudo que será necessário já foi realizado e o consórcio aguarda apenas a assinatura do convênio com a SES. Os recursos de equipamentos para garantir três meses de funcionamento do sistema foram calculados em R$ 7 milhões.
Já as ambulâncias são licitadas pelo Ministério da Saúde, que disponibiliza os veículos aos consórcios por meio de doação. Aproximadamente 35 veículos serão cedidos à Rede. “Já está licitado, então depende só da gente apresentar tudo pronto para fazerem a entrega das ambulâncias. Só vão entregar quando tiver tudo pronto, quando vierem vistoriar o complexo regulador, saber onde vão ser colocadas as bases”, explica José Márcio.

 

REDE HOSPITALAR
Em novembro do ano passado uma oficina definiu quais serão as instituições que farão a composição da retaguarda hospitalar, compondo a Rede e recebendo as pessoas acolhidas pelo Samu. Os 18 hospitais que vão receber os recursos da Rede de Resposta foram divulgados em publicação do Diário Oficial do Estado no dia 18 de novembro. De Divinópolis, o Hospital São João de Deus faz parte da rede.
A rede vai custar em torno de R$ 2,5 milhões por mês para o Estado, em um total de aproximadamente R$ 30 milhões por ano. José Márcio explica que a expectativa do governo é de que já no início deste ano consiga repassar esse recurso às instituições, com o valor retroativo a novembro, para que já comecem a fazer os investimentos necessários.
“Foi o grande avanço que tivemos, porque diz respeito a recursos financeiros. É sabida a crise que vive o Hospital São João de deus (HSJD), bem como a intervenção no Hospital de Formiga. Isso afeta diretamente toda a assistência hospitalar na região, não só nos procedimentos eletivos, nas internações, mas na urgência. São os dois maiores hospitais que atendem urgência e que têm uma qualificação, tanto técnica quanto de recursos tecnológicos para atender a população”, conclui o secretário.

 

Crédito: Lorena Silva

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