sexta-feira, 9 de Outubro de 2015 10:12h Atualizado em 9 de Outubro de 2015 às 10:20h. Mariana Gonçalves

Eduardo Maia promove encontro para tratar da greve dos servidores em Divinópolis

A greve deflagrada pelos servidores do Ministério Público de Minas Gerais está completando hoje cinco dias

O presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (SindsEmpMG), Eduardo Maia, promoveu um encontro com os trabalhadores divinópolitanos , no fim da tarde de ontem, para tirar dúvidas e também repassar aos servidores notícias sobre o andamento da paralisação no Estado.
A adesão ao movimento de greve em Divinópolis foi satisfatória, Eduardo estima que apenas 30% da categoria esteja na ativa. “Todos os serviços que não são essenciais estão paralisados, órgãos auxiliares de assessoramento deverão paralisar seus trabalhos. As atividades consideradas essenciais, tanto pela Lei quanto pela jurisprudência, continuaram existindo, como por exemplo, o atendimento de habeas corpus, menor apreendido, idoso, deficientes que, por acaso tenha alguma necessidade imediata, necessidades de UTI e remédios, isso tudo será atendido”, destaca Maia.
Desde junho, o sindicato busca a administração para negociação da data-base 2015, que não foi efetivada em maio. Conforme relatou Eduardo, a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) alega que o orçamento para o MPMG está comprometido e que não será possível proporcionar a recomposição salarial desse ano aos servidores da instituição, nem tampouco a do ano que vem. “O impasse consiste na concessão de beneficio para uma categoria (promotores e procuradores) e negar esse mesmo beneficio aos servidores, ao argumento que não existe dinheiro, mas, se não existe dinheiro, não existe é para ninguém. Nós não estamos contra a composição feita dos membros, o que acontece é que a recomposição deles não pode significar a extinção da recomposição dos servidores”, argumentou.
Sem nenhum parecer sobre as reivindicações, a categoria mantém firme a decisão de greve. “O mais importante que os servidores têm requerido é o respeito, a administração não tem apresentando nenhuma proposta, não tem sido transparente, e, com isso, não tem respeitado os nossos direitos”, concluí Eduardo.

 

 

RELEMBRE
De acordo com matéria publicada pelo Gazeta do Oeste na última quarta-feira (07), em nota, o Sindicato dos Servidores afirmou que o órgão administrativo do MPMG concedeu, em 2015, aos promotores e procuradores de Justiça, aumento de 19,5% em seus subsídios e instituiu ainda, auxílio-moradia de R$ 4,3 mil e auxílio saúde de R$ 2,5 mil. Para eles, está previsto ainda, para janeiro de 2016, aumento de 5% nos subsídios e nos auxílios.

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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