sexta-feira, 1 de Maio de 2015 07:59h Atualizado em 1 de Maio de 2015 às 08:24h. Mariana Gonçalvez

Encontro de Vespas, Lambretas e Motonetas Clássicas começa hoje em Divinópolis

Começa hoje em Divinópolis a segunda edição do Encontro de Vespas, Lambretas e Motonetas Clássicas

O evento vai até o domingo na Praça da Catedral. Além dos veículos, a população poderá conferir no Museu Histórico a exposição de fotos e objetos da década de 1960.

Haverá ainda a apresentação da Orquestra Acordes do Monte e um concurso de pin-up voltado para mulheres, no qual o melhor look dos Anos 60 será premiado. A inscrição para participar do concurso pode ser feita na hora do evento. Além disso, haverá baile dos Anos 60, cinema na Praça, Banda de Um Homem Só, corrida lenta e um desfile pela cidade. A realização do encontro é uma parceria entre o Vespa Clube Divinópolis e a Prefeitura de Divinópolis.

Segundo um dos organizadores do encontro, Wesley Xavier, o evento também irá premiar os proprietários das motonetas em exposição. As categorias são: motoneta mais antiga, a mais exótica, mais bonita e a motoneta que percorreu maior distância para o evento.

Para o encontro, estão sendo esperados participantes de diversas regiões do país. “Têm grupos vindo de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sul de Minas, dentre outros locais”, acrescenta Wesley.

SONHO QUE VIROU REALIDADE

O 1º Encontro de Vespas, Lambretas e Motonetas Clássicas, ocorreu em 12 de janeiro do ano passado, na Praça do Santuário. O evento teve duração somente de um dia, mas conseguiu reunir um público de 700 pessoas.

A ideia de realizar um encontro de veículos antigos surgiu devido à paixão de Wesley por uma motocicleta, na época chamada de Vespa, que era de seu pai. “Quando eu era criança por meu pai ter Vespa, eu sempre andava, e também foi o primeiro veículo que eu pilotei. Depois de alguns anos eu comprei uma vespa e a restaurei”, conta.

Ao ver uma foto de um grupo de vespistas, datada de 1965, na Praça do Santuário, Wesley decidiu fazer um encontro no mesmo local e recriar essa cena que tanto lhe chamou a atenção. “A partir daí, junto ao meu amigo José Alves, colocamos em prática a ideia e conseguimos realizar o primeiro encontro, recriando essa foto. Esse encontro teve uma repercussão tão boa, que nós motivou a realizar uma segunda edição desse momento”, afirma.

O sucesso do primeiro encontro de vespistas gerou também a criação do Vespa Clube Divinópolis, hoje com 14 integrantes.

CRIAÇÃO ITALIANA

A Vespa foi criada em 1946 pela Piaggio, fabricante italiana que também produz carros de passeio e aviões. Após a Segunda Guerra Mundial, o fundador da marca, Enrico Piaggio, pressentiu que um veículo pequeno e ágil seria ideal para transitar pelas grandes cidades. O primeiro esboço tinha o nome de Paperino – pato, em italiano. Mas só 100 unidades foram produzidas. Aproveitando-se dos seus conhecimentos em aeronaves, decidiu que a roda traseira funcionaria como um trem de pouso, acoplando-se ao motor.

Quando viu o protótipo, Piaggio teria dito que a frente do veículo lembrava um inseto, mais especificamente uma vespa, devido ao desenho dos retrovisores lembrarem antenas. O ronco do motor também lembrava o barulho das asas da vespa batendo. O motor das primeiras Vespa era de dois cilindros, com potência de 3,5 cavalos e velocidade máxima de 60 km/h.

Três anos depois de seu lançamento, estima-se que aproximadamente 35 mil unidades foram vendidas em toda a Europa. Em 1954, a Vespa chegou ao Brasil. Quatro anos depois a mística scooter começou a ser fabricada no Rio de Janeiro, através de uma subsidiária da Piaggio. Em 1960, é lançado a Vespacar, um modelo com baú e outro com furgão – este último foi muito utilizado pelos Correios.

Em 1971, a Panauto, primeira fabricante da scooter no Brasil, fechou as portas. A produção da Vespa em solo brasileiro voltou em 1974 e durou até 1981, pela Barra Forte, de Manaus. No auge do Plano Cruzado, a Vespa se tornou a moto mais vendida do país, superando a Honda CG 125. A Piaggio continua fabricando a Vespa, com praticamente o mesmo design de seu lançamento, há quase 70 anos.

 

Crédito: Divulgação

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