terça-feira, 15 de Setembro de 2015 10:09h Atualizado em 15 de Setembro de 2015 às 10:11h. Lorena Silva

Encontro debate prevenção de óbito materno, infantil e fetal em Divinópolis

Evento é voltado para profissionais e estudantes da área de saúde da região

A partir das 8h de hoje, ocorre no auditório da Faculdade Pitágoras, em Divinópolis, o II Encontro Regional de Prevenção do Óbito Materno, Infantil e Fetal da Região Ampliada Oeste. O evento segue até as 17h e é voltado para profissionais de saúde dos 54 municípios que compõem a região, além de estudantes de enfermagem, medicina, fisioterapia e outros cursos ligados à área.
De acordo com a presidente do Comitê Regional de Prevenção do Óbito Materno, Infantil e Fetal e coordenadora regional da Atenção Primária da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis, Cecília Godoi Campos, o principal propósito do encontro é fortalecer as ações de assistência junto aos municípios na redução de óbitos que, em sua maioria, ocorrem por causas evitáveis.
“O objetivo desse encontro é subsidiar o planejamento, a implantação e a gestão de ações mais adequadas a fim de reduzir essa mortalidade e ao mesmo tempo possibilitar o monitoramento e a avaliação da assistência prestada”, explica a presidente. Durante o evento, será apresentada a Rede Materno-Infantil da região e discutidas as principais causas de óbito, a qualidade dessa investigação, além dos cuidados pós-alta tanto com a mãe quanto com o recém-nascido.

TAXA DE MORTALIDADE
Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) mostram que a média da taxa de mortalidade infantil na Região Ampliada Oeste, compreendida entre 2008 e 2012, foi de 12,58 óbitos a cada mil nascidos vivos – em 2008 essa taxa foi de 12,48 a cada mil nascidos vivos, em 2009, foi de 10,89, 2010 (12,76), 2011 (14,62) e 2012 (12,16). “Quando a gente quer analisar a qualidade da assistência, a gente trabalha mais especificamente com as taxas de mortalidade infantil”, explica Cecília.
Já com relação à taxa de mortalidade materna, Cecília explica que tinha tido uma queda considerável nos últimos dois anos e agora, em 2015, já houve um aumento. Só no primeiro semestre a região já notificou sete casos suspeitos de óbitos maternos, sendo que cinco já foram confirmados e dois ainda estão em investigação. “Diante desse cenário, a gente percebe que o cuidado à gestante, à puérpera, ainda precisa ser aprimorado, considerando a evitabilidade desses óbitos.”

EM DIVINÓPOLIS
Em junho deste ano, a Vigilância Epidemiológica – setor da Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) – divulgou um estudo referente às características dos nascidos vivos em Divinópolis. Os dados foram extraídos do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) – criado pelo Ministério da Saúde em 1990 e implantado em Divinópolis desde 1994.
De acordo com o estudo, no ano passado houve 2.699 nascimentos no município, sendo que em 99,85% dos casos eles foram realizados em ambiente hospitalar. O percentual de mulheres que tiveram sete ou mais consultas de pré-natal foi de 76,58%. O Ministério da Saúde define como pré-natal adequado a realização de seis ou mais consultas.
Em relação à duração da gestação, 87,07% das crianças nasceram com 37 semanas ou mais, e o percentual de prematuros chegou a 11,97%. O percentual de baixo peso ao nascer (menor que 2,5 quilos) que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é um dos principais fatores de risco para a mortalidade infantil, foi de 8,89%.

 

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