quarta-feira, 28 de Outubro de 2015 10:05h Atualizado em 28 de Outubro de 2015 às 10:07h. Mariana Gonçalves

Enfrentamento e controle da Dengue são discutidos em seminário da Regional da Saúde

A partir das 8h começa o segundo e último dia do ‘Seminário Regional de Diretrizes Estaduais, para Controle da Dengue, Chikungunya e Zika’

O evento será no auditório do Hotel River, na Rua Pernambuco, e objetiva atender profissionais de saúde de 54 municípios, que compõe a Regional de Saúde de Divinópolis.
O seminário é parte das ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. O primeiro dia desse encontro ocorreu na manhã de ontem. Segundo a Superintendente Regional de Saúde de Divinópolis, Gláucia Sbampato, foram propostos pelo Governo quatro eixos de discussão (Assistência à saúde, Combate ao Vetor, Vigilância Epidemiológica e Mobilização Social), os quais os participantes terão que interagir durante o seminário, criando e debatendo ações para tais categorias.
Além disso, o seminário aborda os seguintes temas: Cenário epidemiológico do Brasil, Minas Gerais e região: vigilância em chikungunya e zika; comitês municipais: o que se espera; análise de dados e divulgação de informações. Os representantes municipais também receberão orientações sobre o processo de elaboração do Plano de Contingência Municipal da Dengue para 2016. O Plano tem como principal objetivo evitar a ocorrência de óbitos por dengue, além de prevenir e controlar processos epidêmicos nos municípios.

 

 

 

REGISTROS

Conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, o país registrou 745,9 mil casos de dengue entre 1º de janeiro e 18 de abril deste ano. O total é 234,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado e 48,6% menor em comparação com 2013, quando, na mesma época, foram notificadas 1,4 milhão de ocorrências da doença.
Em 2015, foram confirmadas 229 mortes causadas pela doença nas 15 primeiras semanas do ano, um aumento de 44,9% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registradas 158. Em relação a 2013, quando houve 379 óbitos, há uma queda de 39,6%.
A incidência de casos no Brasil para cada grupo de 100 mil habitantes é de 367,8, índice que para a Organização Mundial da Saúde (OMS) representa situação de epidemia (a classificação mínima de epidemia é de 300/100 mil habitantes).
Das 229 mortes registradas nas 15 primeiras semanas de 2015, 169 foram no estado de São Paulo –é o maior número. Goiás vem em seguida, com 15, além de Paraná e Minas Gerais, com 8 cada.
Até 18 de abril, houve 404 casos graves, elevação de 49,6% na comparação com 2014, quando foram registradas 270 notificações do tipo. Segundo o ministério, não é possível comparar ao total de 2013, porque houve mudanças no processo de classificação da dengue.

 

 

 

SOROTIPO

Existem quatro tipos do vírus da dengue: O DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. Eles causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, uma pessoa só pode ter dengue quatro vezes.
70% a 90% das pessoas que pegam a dengue pela primeira vez não têm nenhum sintoma. Nos casos mais graves, a doença pode ser hemorrágica ou fulminante, levando à morte.
Os principais "sinais de alerta" da doença são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea, que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.
O Coordenação Estadual do Programa da Dengue, Dionísio Pacelle Costa, ressaltou que em nossa região predomina o sorotipo 1.

 

 

 

CHIKUNGUNYA

A febre chicungunya é uma doença viral parecida com a dengue, transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. Nos últimos anos, inúmeros casos da doença foram registrados em países da Ásia e da Europa. Recentemente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e na Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá.
O certo é que o chicungunya está migrando e chegou às Américas. No Brasil, a preocupação é que o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela têm todas as condições de espalhar esse novo vírus pelo País. Seu ciclo de transmissão é mais rápido do que o da dengue. Em no máximo sete dias, a contar do momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir o CHIKV para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão, tão logo apareçam os primeiros casos.

 

 

Créditos: Mariana Gonçalves

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.