terça-feira, 24 de Março de 2015 12:05h Atualizado em 24 de Março de 2015 às 12:08h.

Epidemiologista tranquiliza mães sobre a falta da BCG

As unidades de saúde de Divinópolis, a exemplo do que está ocorrendo em todos os municípios brasileiros, estão sem a vacina Bacillus Calmette-Guérin (BCG) que é aplicada em recém nascidos como forma de prevenção contra as formas graves de tuberculose

Tanto a aquisição, quanto a distribuição dessas vacinas para os estados e municípios, é de responsabilidade do Ministério de Saúde do Brasil. Enquanto o estoque de BCG não é normalizado na Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), o epidemiologista Osmundo Santana, tranquiliza as mães de recém nascidos na cidade.
“Idealmente seria desejável a criança ser vacinada nos primeiros dias de vida, mas isso não impede que ela seja vacinada com dois ou três meses de vida até que a situação de abastecimento da BCG se regularize”, pontua Osmundo.

Ainda de acordo com o epidemiologista não existe só a vacina para controlar a tuberculose. A BCG é indicada para previr os casos graves da doença. “Além da vacina existe o Programa Nacional de Controle da Tuberculose que, através de ações e procedimentos ligados ao controle e tratamento dos doentes, contribui para que a doença não tenha gravidade em termos de transmissão”, explica Osmundo.
O epidemiologista completa dizendo que a criança recém nascida não se encontra completamente desprotegida em função desta outra estratégia de prevenção contra a Tuberculose. Também salienta que o desabastecimento é temporário e constiui em grave risco para a saúde pública. As crianças que não forem vacinadas  serão contactadas pela unidade de saúde próxima à residência do usuário, quando houver novo fornecimento da BCG.

“É necessário lembrar que as demais vacinas que, em termos epidemiológicos, seriam até mais urgentes de serem aplicadas nas crianças, e que não estão em falta continuam sendo aplicadas normalmente em todas as unidades de saúde. Este é o exemplo da vacina pentavalente que previne, entre outros agravos, a meningite por pneumococo que a criança menor de dois anos está mais susceptível em adquirir”, adverte Osmundo.

A orientação é que os pais e responsáveis por criança não se concentrem, apenas, na falta da BCG e esqueçam-se de vacinar seus filhos com as outras vacinas indicadas para esta idade. “A situação será normalizada e a criança poderá receber a vacina contra a tuberculose num outro momento. O que não pode ocorrer é deixar o cartão da criança desatualizado para as outras vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunização e que estão disponíveis nas unidades de saúde”, conclui Osmundo.

Reformas
As informações obtidas junto ao Ministério de Saúde dão conta que a interrupção no fornecimento da vacina BCG, bem como da vacina triviral, ocorrem em virtude de reformas realizadas nos laboratórios produtores, visando reforçar a qualidade dos imunobiológicos produzidos. A previsão é que a situação se normalize até o mês de abril.

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