sexta-feira, 2 de Outubro de 2015 11:24h Atualizado em 2 de Outubro de 2015 às 11:26h.

Equipe da Onlinesites participa de Conferência da W3C

Sempre na busca por mais conhecimento e aprimoramento para poder aplicar o que há de mais moderno para seus clientes, na última semana os desenvolvedores da Onlinesites foram até São Paulo

Sempre na busca por mais conhecimento e aprimoramento para poder aplicar o que há de mais moderno para seus clientes, na última semana os desenvolvedores da Onlinesites foram até São Paulo, onde participaram da Conferência Web da W3C Brasil, com o tema “Descentralização da Web”. Oportunidade em que puderam trocar experiência e ver o que grandes especialistas do mundo inteiro esperam para o futuro da internet.
A Conferência, criada pelo W3C Brasil, é o momento mais importante do ano na discussão, apresentação, debate e networking da comunidade Web do Brasil, porque é durante a Web.br que se discutem os rumos da plataforma para o futuro.
Na programação vários convidados de renome no mundo da tecnologia e internet que fazem parte da W3C (World Wide Web) como: STEVEN ADLER - Líder em estratégia da informação e desenvolvimento de tecnologia da IBM; SUNIL ABRAHAM - Diretor Executivo do Centro para Internet e Sociedade - CIS Índia; LÊDA SPELTA - Consultora de acessibilidade e Sócia fundadora da Acesso Digital; entre outros tantos que contribuem com seus estudos e conhecimentos para termos uma internet cada vez mais acessível, segura e democrática.
Re-descentralização
Este ano, a Conferência teve como tema a “Descentralização da Web”, que busca resgatar seus princípios originais em ser aberta e distribuída. Para a W3C a ameaça de uma Web “balcanizada” (dividida por países) é um grande perigo para o futuro da rede.
Uma das principais lutas da W3C é para que tenhamos uma Internet livre, robusta e colaborativa e não aprisionada a organizações e Governos que nos limitam o compartilhamento e o livre fluxo da informação. Por isso é importante re-descentralizar a Web para aproximá-la dos seus princípios originais, para que possamos inovar e criar sem medo.
Quem é dono desses dados? Quem vai decidir o que deve ser feito com eles? Toda vez que você usa um serviço gratuito na Web, você paga ao permitir acesso aos seus dados pessoais. E a W3C analisa que esse é um preço muito alto e defende que cada indivíduo tenha o controle sobre suas informações e tenha a liberdade de escolher onde armazena-las – de preferência, em múltiplas fontes – para que empresas, em vez de coletar dados, se preocupem em melhorar a experiência dos usuários.

 

 

Transparência
O developer da Onlinesites, Vitor Vale destaca que a conceituação de dados abertos não é nova, mas sua definição formal sim. “Segundo a Open Definicion, criada pela Open Knowledge Foundation, podemos definir que dados são abertos quando qualquer pessoa pode livremente usá-los, reutilizá-los e redistribuí-los, estando sujeito a, no máximo, a exigência de creditar a sua autoria e compartilhar pela mesma licença”, explica.
Ao lidarmos com dados abertos, de qualquer fonte, podemos nos pautar em alguns princípios, sendo eles:
• Disponibilidade e Acesso: os dados devem estar disponíveis como um todo, e sob um custo razoável de reprodução, preferencialmente sendo possível obtê-los pela internet. Devem ainda, estar disponíveis de uma forma conveniente e modificável.
• Reutilização e Redistribuição: os dados devem ser fornecidos sob termos, licença, que permitam a reutilização e redistribuição, inclusive a combinação com outros conjuntos de dados.
• Participação Universal: os dados devem estar disponíveis para que todos sejam capazes de usar, reutilizar e redistribuir, não havendo discriminação contra áreas de atuação, contra pessoas ou grupos. Por exemplo, restrições do tipo uso ‘não-comercial’ que impediriam o uso ‘comercial’, ou restrições de uso para certos fins (ex.: somente educativos) excluem o conceito de ‘aberto’ de alguns dados.
Vitor destaca ainda os principais motivos para abertura de dados.“Em especial podemos citar, os apresentados pelo Tribunal de Contas da União, demonstrando as razões para que as organizações públicas invistam em iniciativas de abertura de dados governamentais”:

1. Transparência na gestão pública;
2. Contribuição da sociedade com serviços inovadores ao cidadão;
3. Aprimoramento na qualidade dos dados governamentais;
4. Viabilização de novos negócios;
5. Obrigatoriedade por lei.

 

Internet mais acessível
Neste caso, quando falamos de uma internet mais acessível, não estamos nos referindo apenas ao fato de mais pessoas poderem se conectar, mas sim, à questão da acessibilidade.
Muitas vezes, quando estamos com um computador conectado e podemos navegar com tanta facilidade, não imaginamos como esta mesma ação pode se tornar difícil para os deficientes visuais, por exemplo.
O desenvolvedor, Guilherme Gomes Almeida diz que nunca tinha parado para pensar como a internet, que parece tão disponível, pode se tornar um tabu. “Me chamou muito atenção a fala da LêdaSpelta, pois eu ouvi um relato impressionante das dificuldades que um deficiente, no caso dela visual, tem para com as coisas do dia-a-dia. Cheguei a ficar constrangido quando parei para analisar o fato de que, como um desenvolvedor de software, até hoje, eu pouco, ou posso dizer de forma mais precisa que, eu nunca me preocupei, de fato, com a experiência que essas pessoas têm com uma máquina”, destaca.
Para o diretor da Onlinesites, Erivelton de Moura Cabral o evento abriu seu olhar para a necessidade de tornar os sites mais acessíveis como um todo. “Como desenvolvedores de sites, a partir desse evento vamos ficar mais atentos ao que podemos fazer para que nossos clientes tenham uma ferramenta que inclua. Ou seja, vamos estudar as melhores formas de colocarmos na web, sites que atendam a qualquer pessoa, independente das suas limitações”, analisa.
Erivelton comenta ainda como pretende trabalhar a criação dos sites de seus clientes a partir do que absorveu na Conferência. “Vimos como nós podemos pensar a criação de nossos sites de forma mais acessível, seja para um deficiente visual que hoje ainda encontra tantas dificuldades numa internet que não é feita para eles, ou mesmo, a técnica da transparência de órgãos públicos para facilitar a vida do cidadão”, finaliza.

 

Créditos: Divulgação

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