sábado, 18 de Abril de 2015 04:55h Atualizado em 18 de Abril de 2015 às 05:00h. Bruna Costa

Escritora divinopolitana destaca a importância da leitura para as crianças

O Dia Nacional do Livro Infantil foi instituído em 2002 em homenagem à data de nascimento de Monteiro Lobato, em 18 de abril de 1882

Ele foi um escritor brasileiro pré-modernista e precursor na literatura infanto-juvenil, que percebeu a importância de misturar elementos da cultura nacional, lendas e costumes com histórias para crianças, além de elementos também da literatura internacional, como a mitologia grega, desenvolvendo uma narrativa que possibilita o aprendizado da criança enquanto lê e brinca.
Monteiro Lobato foi o criador de personagens como Narizinho, Dona Benta e Tia Nastácia, que fizeram parte da infância de muitas pessoas. “Quando descobri Monteiro Lobato eu já estava maior e me encantei, me apaixonei com Monteiro Lobato, ele faz parte dessa minha trajetória. Na minha época, dia do livro era todo dia. Em sala de aula eu entrava contando história ou terminava contando história”, relembra a escritora Terezinha Fonseca, que resgata em uma de suas obras um personagem clássico de Monteiro Lobato: o Saci Pererê.
Porém na sua releitura dela encontramos o Rerepê, que é o saci do Murilo, de Comigo Ninguém Pode, além de ser uma homenagem ao escritor. Terezinha Fonseca foi professora, tem sete livros infantis já publicados e é também contadora de histórias, mas isso ela sempre foi.
Uma das características principais de sua literatura é que seus personagens são inspirados em pessoas próximas a ela, em figuras da sua infância. “Eu sempre lidei com história na escola, a vida inteira eu fui professora. Aos 17 anos eu já estava na sala de aula, sempre contando histórias e a primeira a colocar no papel foi porque minha filha teve um problema na escola que ela não conseguia contar até 20, e quando eu fui ensiná-la, tive a ideia de escrever uma história, e surgiu A menina que não falava o 20”, conta Terezinha.
Para a escritora, as histórias a mantêm firme. É a questão do lúdico e da fantasia. É ver que a criança percebe o que é bom e o que é errado. É a aprendizagem para a vida, para o prazer, para o encantamento. “Eu estou convivendo com aquela pessoa mais sábia no mundo, a criança. Nós temos conhecimentos, mas a criança é sábia. Tanto ela é sábia que ela gosta de brincar”, comenta Terezinha.
A leitura é algo básico, é como arroz e feijão, segundo a escritora, e deve ser dada às crianças desde bebezinhas. Ela pode não entender, mas presta atenção nas gravuras e pede para contar de novo. Ou seja, a própria criança busca a literatura e, por esse poder de encantá-las, é um fator essencial no aprendizado.
A importância de cultivar o gosto pela leitura nas futuras gerações é papel primeiro dos pais. “Acredito muito na leitura devido ao aprimoramento no vocabulário, conhecimento e criatividade. Tenho um [filho] de quatro anos que já tem interesse por leitura e sempre me pede para ler antes mesmo que eu pense em ler para ele”, afirma a gerente comercial Gabriela Dias Pimenta Maximo.


Crédito: Bruna Costa

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