sexta-feira, 15 de Maio de 2015 12:19h Atualizado em 15 de Maio de 2015 às 12:23h. Pollyanna Martins

ESF do bairro Santa Lúcia está sem médico há mais de três semanas

Na porta da unidade há um aviso informando que o local está sem médico por tempo indeterminado

A Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Santa Lúcia está sem médico há mais de três semanas. Quem chega à unidade para procurar atendimento médico é informado por um aviso afixado na porta que “a unidade está sem médico por tempo indeterminado”. Os usuários que vão à unidade são orientados a procurar a Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto (UPA 24h) ou a Estratégia da Saúde da Família Vale do Sol. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a estratégia atende o conjunto habitacional Santa Lúcia, o bairro Padre Eustáquio e parte do bairro Dona Rosa.
Segundo uma usuária, que preferiu não se identificar, na tarde da última quarta-feira ela procurou atendimento médico no local, mas foi orientada a voltar na manhã de ontem para conversar com a enfermeira. A dona de casa reclama que voltou à Estratégia no horário marcado, porém a profissional não se encontrava. Ela então foi aconselhada a ir à ESF Vale do Sol, mas ao chegar ao local teve uma surpresa. “Eu fui à ESF para pedir atendimento, mas me falaram que só poderiam me atender com o meu prontuário. Como eu não tinha o prontuário tive que ir a UPA. Lá, o médico me diagnosticou com depressão. Eu tive que voltar aqui [ESF Santa Lúcia] para pegar o meu prontuário e iniciar o meu tratamento no posto do Vale do Sol”, conta.
A dona de casa disse que está indignada, pois precisa ir a outro bairro para conseguir atendimento médico. Segundo a usuária do posto, ainda na manhã de quarta-feira, quando ela procurava o atendimento, outras duas usuárias se indignaram com a situação. Uma das pacientes foi embora sem a orientação de qual órgão procurar, pois estava muito alterada. “Tinha mais duas mulheres que procuraram atendimento, uma saiu daqui muito nervosa. Eu comentei com elas que se deixar a gente morre sem atendimento. Aqui antes, a gente era atendida por uma médica muito boa, agora é muito triste esta situação”, lamenta.
A embaladora Mariela Pereira da Fonseca também está sofrendo com a falta de médico na unidade. De acordo com Mariela, há três semanas ela tenta agendar uma consulta com um médico ginecologista, mas não consegue por falta de profissional. A embaladora conta que a suspensão no atendimento foi feita sem aviso prévio. “Eu vim marcar ginecologista e não consegui. Isso já tem três semanas. Ninguém avisou, não falou o motivo que está sem médico, e nem um prazo para voltar o atendimento”, relata.

SEMUSA
A Semusa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a médica que atendia na unidade pediu exoneração do cargo sem aviso prévio. A assessoria também alegou que o motivo do pedido de exoneração foi a aprovação da profissional em uma residência médica, fora de Divinópolis. De acordo com a Semusa, na próxima semana já haverá um médico realizando o atendimento na unidade.

 

Crédito: Pollyanna Martins

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