terça-feira, 14 de Junho de 2016 08:55h Atualizado em 14 de Junho de 2016 às 09:03h. Mariana Gonçalves

Esgoto vaza na porta de Cmei há mais de três quatro meses

O mau cheiro proveniente do esgoto invade todos os cômodos da escola, nem a cozinha escapou – o péssimo odor se sobressai ao aroma delicioso dos lanches preparados para as crianças

POR MARIANA GONÇALVES

mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

Esta situação está sendo enfrentada diariamente pelas crianças e funcionários do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vicente Amador, situada na Rua Lavras, no bairro Jardim Belvedere. De acordo com a diretora do Centro,

Dulce Maria da Silva Sousa, esse vazamento já tem cerca de oito meses. Uma equipe da Copasa, inclusive, chegou a comparecer ao local, mas, até então, a situação continua a mesma. “O pessoal da Copasa mexeu, mas continua do mesmo jeito, porém agora está pior, porque eles fizeram uma caixa mais para o fim da rua, aqui em baixo, e colocaram um tampão, só que a água está voltando toda no nosso passeio. Nossa preocupação, além de já ter essa situação, é que esse esgoto comece a voltar dentro da escola”, disse a diretora.

 

 

 

A pressão da água de esgoto nesta caixa já é tanta, que a tampa da mesma se encontra danificada. “Esse mau cheiro faz mal para a saúde. É insuportável!”, acrescenta Dulce.

Segundo informações da diretora do Cmei, o esgoto é um problema antigo no local, alguns parlamentares já até foram procurados pela direção da escola, na tentativa de uma ajuda para solucionar o problema.

A situação desagrada também aos pais dos estudantes, que se sentem revoltados com tanto descaso. “Os pais estão sempre reclamando disso aqui, nos pedem providências, mas o que é de parte da escola estamos fazendo, que é cobrar uma solução”, pontua Dulce, afirmando que, durante toda a manhã de ontem, tentou contato com a companhia, por meio do número 115, mas não obteve sucesso.

 

 

PERIGO

 

“Esse esgoto está jorrando a céu aberto, então pode pousar algum mosquito e acabar trazendo doença não só para as crianças, mas também para todos os funcionários da escola”, ressaltou Dulce.

As doenças causadas pelo convívio com esgoto a céu aberto podem variar, desde simples sintomas, como dores de cabeça, musculares, febres, bem como, doenças mais graves. As principais vítimas são as crianças, que por não saberem o risco que correm, às vezes até brincam nestes locais contaminados (cabe ressaltar que isso não ocorre no CMEI, porque a direção evita que as crianças fiquem nos locais onde esse esgoto está jorrando), mas, ainda assim, os pequenos correm risco de passar mal.

 

 

COPASA

 

Em nota, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou somente que “está realizando obras na Rua Lavras, bairro Belvedere, com o objetivo de aumentar o diâmetro da rede coletora da região, para melhorar o fluxo de esgoto na tubulação e solucionar o problema de vazamento na rede”.

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