terça-feira, 4 de Agosto de 2015 11:10h Mariana Gonçalves

Estudantes de Divinópolis recebem palestra do técnico da seleção brasileira de ciclismo

Como parte das ações de comemoração dos 60 anos da Escola Estadual São Tomaz de Aquino, uma empresa da cidade, voluntária em ações da instituição há bastante tempo, trouxe para os estudantes uma palestra com o renomado Professor Doutor na Universidade Federal de Viçosa – Campus Florestal, e também Coordenador Técnico da Seleção Brasileira de Ciclismo/modalidade BMX, Guilherme Pussieldi. Na ocasião, os estudantes puderam conhecer sobre a modalidade esportiva BMX, além de terem uma grande troca de conhecimento sobre atividade física ligada a saúde e também um incentivo a mais para o primeiro passeio ciclístico da escola, agendado para o dia 30 desse mês.

CONHEÇA

A palavra BMX tem como significado Bicycle(B) Moto(M) Crons(X). O esporte existe desde a década de 70, foram nos Estados Unidos que surgiram as primeiras manobras inventadas por atletas mundialmente famosos, como Bob Haro, Ron Wilkerson e Michael Domingues. As crianças imitavam seus ídolos do MotoCross com suas bikes, construíam pistas e faziam corridas informais. Assim nascia um novo esporte com o apoio e o incentivo dos pais da criançada. O BMX chegou com toda força no Brasil em 1978, quando o bicicross estava crescendo, dando espaço a esse novo esporte radical, caracterizado principalmente pelo radicalismo e adrenalina que transmite, pois para executar as manobras é preciso coragem, disciplina, treino e muita ousadia.
“É uma modalidade olímpica desde 2008. É um esporte radical, é muito interessante, porque é como se fosse uma pista de MotoCross, só que uma volta em que largam oito atletas, sendo que os quatro primeiros que alcançarem a linha de chegada se classificam para a próxima etapa. É uma pista com cerca de 400m², com vários obstáculos e os atletas têm que transpor esses obstáculos ou saltando ou passando, mas normalmente é saltando”, explica Guilherme.
O esporte é praticado com uma bicicleta de aro '20', eles executam manobras que podem desafiar a gravidade, com giros e saltos no ar.

CATEGORIAS

O BMX é dividido em duas categorias, o Race (corrida) e o Freestyle (estilo livre). No BMX Freestyle há cinco modalidades: Street, Mini Ramp, Dirt Jump, Flatland, Vertical.
Dirt Jump; É praticado em rampas de terra, com alturas e distâncias variadas, podem ser rampas únicas, doubles, ou sequenciais, chamadas de trails, ou até rampas de madeira tipo mesa, as manobras têm evoluído de uma maneira que são as mais impossíveis, como double back flip e 360º backflip, back flip tail whip, entre outras.
Vertical; É executado em uma rampa em forma de “U”, denominada Half Pipe, com manobras nas laterais (bordas) e nos chamados aéreos (voos para fora da rampa), onde os atletas buscam executar manobras de alto grau de dificuldade, o mais alto possível nos dois lados da rampa.
Mini Ramp; Tem uma altura e tamanho inferiores ao Vertical, realizam-se manobras de bordas, associadas a manobras de salto e aéreos, geralmente em rampas de madeira, esta modalidade tem muitos adeptos, pois se usam manobras do Dirt, Flat e Street, com um grau técnico que aumenta com as manobras mais ousadas. Muitas vezes são adaptados obstáculos ao Mini Ramp como spines, sub-box e wall ride que acrescentam dificuldade e radicalidade a session.
Street; É praticado nas ruas como o próprio nome já diz ou em pistas que simulem ruas que tenham corrimões, escadas e rampas, dos mais variados tipos como spines, fun box, 45º, quarters, savanas entre outros,neste são usadas manobras do Mini-Ramp, Dirt, Vert e até do Flatland.
Flatland: É uma apresentação no solo sem rampas ou pulos, considerado o mais livres dos estilos em que cada piloto faz sua performance buscando dificuldade e equilíbrio aliados à criatividade.
Park: É praticado em percursos fechados (skateparks ou bikeparks) onde se encontram obstáculos que, inicialmente, procuravam simular os obstáculos das ruas, mas atualmente já possui um desenho próprio, com rampas para aéreos e para saltos, bancadas, muros e paredes, e possui ainda hoje algumas poucas simulações de obstáculos encontrados nas ruas, como escadas e corrimões.

NÃO TEM IDADE

Segundo o Coordenador Técnico da Seleção Brasileira de Ciclismo BMX, o esporte pode ser praticado por pessoas de diferentes idades. “Nas competições temos crianças de 5 anos como também pessoas com 60 anos. É separado por idade a categoria de cada participante, é muito bacana e a família toda participa, assiste!”, encerra.

 


Credito: Mariana Gonçalves

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