sexta-feira, 10 de Abril de 2015 10:47h Atualizado em 10 de Abril de 2015 às 10:57h. Bruna Costa

Estudantes fazem campanha de voluntariado e arrecadação em prol do Lar das Meninas

Alunos dos cursos de jornalismo e publicidade e propaganda da Faculdade Pitágoras promovem Trote Solidário

O Trote Solidário dos estudantes de jornalismo e publicidade e propaganda da Faculdade Pitágoras surgiu da vontade que os organizadores perceberam das pessoas se voluntariarem, mas não saberem como dar o primeiro passo. O projeto escolheu o Centro de Convivência Infantil Lar das Meninas para as três etapas inicialmente propostas: uma campanha de arrecadação, um evento para as crianças e o fomento da cultura do voluntariado.
“O projeto surgiu, a princípio, em ação da faculdade pelo trote, porque todo ano entram calouros e quisemos fazer um ritual de trote diferente. Escolhemos o trote solidário”, pontua a estudante Brunielly Keith. As doações podem ser feitas até sexta e, no sábado, serão entregues junto a um evento fechado para as crianças, com a presença do Grupo Tambô, regido pelo músico e percursionista Daniel Penido.

 

Lar das Meninas
O Lar das Meninas atende a meninos e meninas de quatro a seis anos. Com capacidade para 120 vagas, conta atualmente com 50 crianças e seis funcionários. A instituição é sem fins lucrativos e atende crianças de pais carentes, oferecendo alimentação, como café da manhã, almoço e café da tarde, com cardápio selecionado por uma nutricionista voluntária, mas desde julho de 2014 não tem recebido todas as doações de alimentos para compor os cardápios.
Às segundas, quintas e sextas, são oferecidos para a instituição e região, atendimentos odontológicos com funcionários da Prefeitura, no próprio consultório da entidade. O Lar também possui recursos e estrutura para possibilitar aulas de informática, curso de costura industrial e sala com telefones para pedir doações, mas não são utilizados pela falta de voluntários.
“Escolhemos uma instituição que precisa muito de ajuda e vive de doações. Inicialmente iríamos apenas arrecadar alguns itens que eles mais precisam e fazer um evento, mas vimos a possibilidade de ir além, de incutir nos alunos e posteriormente na sociedade a questão do voluntariado, e esse se tornou o principal foco da campanha”, conta Brunielly.

 

Trote Solidário
Segundo o professor e um dos organizadores Ricardo Nogueira, ao conversarem com a direção do Lar das Meninas sobre a proposta, ele recebeu uma resposta que motivou mais ainda a trazer a questão do voluntariado para os alunos, para o âmbito acadêmico. “Eles [o Lar] disseram que não éramos os primeiros nem os últimos a oferecer ajuda e a maioria não continuava o trabalho, mas nosso intuito é continuar”, afirma Ricardo.
Por isso o Trote Solidário é dividido em três etapas, duas com ações mais imediatas e uma a longo prazo. As imediatas consistem na campanha de arrecadação que vai até hoje e as doações podem ser deixadas na TV Pitágoras, que fica no bloco F da faculdade. Estão sendo arrecadadas roupas para o Bazar da Pechincha do Lar das Meninas, alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza, exceto pasta e escova de dente.
Amanhã haverá o chamado Dia da Alegria, em que todas as doações serão entregues. A proposta é realizar uma manhã com diversão, música e palhaços para as crianças e pais, com início às 9h, no próprio Lar das Meninas. Às 10h o Grupo Tambô é presença confirmada para garantir a descontração da garotada.
A ação a longo prazo consiste no fomento do voluntariado. Segundo Brunielly, a ideia é começar aos poucos, sempre incentivando. Para ela, apenas o fato de ir até lá uma vez e ajudar já é compensador tanto para o Lar quanto para os estudantes.
Ela define como uma sensação de “fiz algo bom”, e diz que é assim que se começa a entender o voluntariado, com o ambiente acadêmico se tornando propício pela quantidade de pessoas dispostas a ajudar, mas que não sabem o que é preciso fazer. “Eu estive lá no ano passado, em novembro, e sentei numa rodinha com as crianças. Contei uma história e elas já ficaram felizes, então elas são carentes não só de doações, mas de afeto também”, finaliza Brunielly.

 

 

Crédito: Bruna Costa

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