terça-feira, 14 de Novembro de 2017 09:34h Pollyanna Martins

Fabiano Tolentino denuncia Governo do Estado por apropriação indébita

Segundo o deputado estadual, o Governo está descontando empréstimos consignados dos servidores, mas não repassa para os respectivos bancos

O deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS) denunciou o Governo do Estado por apropriação indébita durante o seu discurso na reunião ordinária do dia 8 de novembro, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo o deputado, o Governo do Estado está descontando dos servidores que possuem empréstimos consignados as parcelas referentes aos meses, porém não está repassando os valores para os respectivos bancos. De acordo com Fabiano, por causa da falta de repasse, os bancos estão negativando os nomes dos funcionários do Estado. “Em Divinópolis, cinco pessoas já me ligaram, contando que os seus nomes estão indo para o Serasa, para o SPC, porque o Governo está pegando este dinheiro e não está repassando para os bancos”, informa.

O deputado cobrou dos colegas uma fiscalização dura em cima do Governo do Estado, para impedir que a situação continue. “Esta Casa tem que se pronunciar sobre isso, porque é um absurdo. Nós temos que olhar com muita profundidade, com muita garantia, porque nós não podemos admitir que o Governo faça isso”, ressalta. Fabiano reforçou ainda que os 77 deputados estaduais devem advertir o Governo do Estado e levantou também a possibilidade de prisão do governador Fernando Pimentel (PT) ou do secretário de estado, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, caso a situação não seja resolvida. O deputado relembrou a cobrança do Banco do Brasil de R$ 1,5 bilhão do Governo de Minas para pagamento de depósitos judiciais.

Em janeiro deste ano, a instituição afirmou, em um comunicado enviado à Justiça, que o Governo do Estado teria gasto o fundo de reserva destinado ao pagamento. Na nota, o Banco do Brasil informou que repassou ao Estado até outubro de 2015 valores referentes aos depósitos judiciais do governo e de terceiros, porém não havia mais recursos financeiros para garantir o pagamento dos valores dos resgates de depósitos judiciais relativos aos alvarás emitidos pelas varas de Justiça do Estado de Minas Gerais, referentes aos depósitos judiciais repassados. “É um crime, é um absurdo e nós não podemos nos calar contra isso”, enfatiza.

Tolentino lembrou ainda a falta de repasse do ICMS às Prefeituras de Minas Gerais, de verbas aos hospitais e o caos da saúde no estado. “E agora busca ainda o dinheiro que não é dele, é o caos geral e nós não podemos admitir”, reforça. O discurso de Fabiano foi emendado pelo do deputado Sargento Rodrigues (PDT), que usou a palavra e informou que os bancos Itaú, BMG e Banco do Brasil estão negativando os nomes dos servidores por falta de repasses do Governo do Estado. “A Comissão de Administração vai se reunir no dia 14 para discutir o calote que o governador Fernando Pimentel está dando nas instituições financeiras”, conclui.

GOVERNO

Nossa reportagem entrou em contato com o Governo do Estado, mas até o fechamento desta edição, não tivemos resposta.

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