sexta-feira, 4 de Abril de 2014 05:32h Atualizado em 4 de Abril de 2014 às 05:37h. Mariana Gonçalves

Falta de acessibilidade incomoda moradores do Sagrada Família

Buracos no calçamento e mudança de localização de pontos de ônibus têm causado transtornos a alguns moradores da cidade.

Insatisfeita, a população da Rua Buenos Aires, situada no bairro Sagrada Família, reivindica mudanças no local. A via esburacada tem dificultado a passagem das pessoas, principalmente aquelas que possuem alguma dificuldade de locomoção.
É o caso da cadeirante, Elenice Fabia da Silva. “Meu filho estuda no Cemei que fica aqui na rua mesmo, porém tenho muito trabalho para levar e buscar ele na escola, pois uso cadeira de rodas e com esse monte de buracos fica difícil. Queria ver o prefeito em cima de uma cadeira conseguir andar aqui nessa rua ou então pegar um ônibus. É muito ruim, chega a ser até humilhante passar por isso” desabafa.
Há algumas semanas a prefeitura, juntamente com o Consórcio Transoeste – responsável pelos ônibus coletivos da cidade – iniciou a execução do projeto que pretende dar mais agilidade ao trajeto feito pelos coletivos. Com isso, locais onde existiam pontos de ônibus mais próximos um do outro foram reorganizados. “Quando me mudei para este bairro escolhi essa localização por causa do ponto de ônibus ser bastante viável, mas agora eles o tiraram e levaram para muito longe. Ainda dou sorte da minha cadeira ser motorizada e funcionar bem, mas e quando ela estragar ou se eu precisar de uma cadeira normal, quem vai me empurrar? Para chegarmos ao ponto tem que subir a rua e isso não é fácil” conclui Elenice. 

 

NÃO AGRADOU
A equipe de reportagem ouviu ainda outros moradores da rua Buenos Aires. Para Luciene Estela, a rua cheia de problemas está causando um grande transtorno à população. “Essa rua aqui está uma vergonha. Os ônibus passam pelos buracos e quando tem pedras soltas estas são arremessadas para todos os lados. Perigoso até acertar uma pessoa. Inclusive, falaram em tirar a linha de ônibus desse trecho devido a esses problemas. Não podemos ficar prejudicados, no lugar dos remendos que são feitos, a prefeitura poderia fazer um serviço melhor para que os buracos não se abram com tanta frequencia” sugere.
Segundo Geraldo Medeiros, alguns ônibus estão deixando de passar pela via para não cair nos buracos. E isso, para quem reside no local, se torna um grande problema. Medeiros diz ainda que há pessoas idosas e também com dificuldades para caminhar até lugares distantes. Já a moradora, Rosi Nogueira, conta que possui problemas no joelho e é dependente do transporte coletivo, por isso a retirada dos pontos não foi a seu favor. De acordo com a população, a prefeitura ajudaria se fosse colocado um ponto de ônibus na Buenos Aires entre Belém e Bom Jardim.

 

EM BREVE
A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que a licitação para aquisição de massa asfáltica, areia e brita – para o reparo em ruas esburacadas – já esta sendo finalizada e logo será publicada. Feito isso, em breve, bairros como o Sagrada Família irão receber as obras de reparo.

 

ESTUDOS
O diretor do Consórcio Transoeste, Felipe Carvalho, explica que, juntamente com a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settrans), o trabalho realizado em algumas regiões da cidade tem o objetivo de melhorar e não prejudicar a vida dos usuários do transporte coletivo. “O intuito é melhorar a velocidade do atendimento do transporte coletivo, e isso basicamente foi feito com uma readequação nos pontos de ônibus. Ao redimensionar os pontos de embarque e desembarque vamos fazer com que haja menos paradas, e com que os motoristas e cobradores tenham mais tempo de descansar entre uma viajem e outra”, explica.
Sobre as reclamações, Carvalho diz que “todas são ouvidas pela secretaria [Settrans] e pelo Consórcio. Tem casos em que estas são atendias, porém, é preciso deixar prevalecer o interesse coletivo e não individual. O excesso de pontos é péssimo para o usuário. Por exemplo, com o ônibus parando toda hora, ao invés de demorar 30 minutos para se chegar ao Centro, demora-se 50 minutos, então o que estamos fazendo é simplesmente para beneficiar e aumentar a qualidade do transporte. Nem sempre temos reclamações plausíveis, mas vamos analisar estas e, estando certas vamos modificar”, encerra Felipe.

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