quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015 08:54h Atualizado em 8 de Janeiro de 2015 às 08:56h. Lorena Silva

Falta de pavimentação e mato alto em rua incomodam moradores do Icaraí

Falta de calçamento e mato alto com um consequente acúmulo de lixo às margens da via

É com essa condição que já há algum tempo os moradores da Rua Madrigal, no bairro Icaraí, têm precisado conviver todos os dias. Os moradores alegam que, além da falta manutenção do município com relação à limpeza dos lotes vagos do local, a Prefeitura não demonstrou nenhum empenho em realizar uma obra de pavimentação na via, mesmo depois da população ter cobrado uma solução.
A manicure Patrícia da Cruz Silva mora no local desde março do ano passado e desde que se mudou vê a situação permanecer insustentável para os moradores. A rua sem calçamento e os buracos causam diversos transtornos. “Está muito ruim mesmo. Esses dias para trás tinha um motoqueiro passando e quase caiu dentro do buraco. E quanto mais chove, pior fica. Carro custa a passar ali. Para subir a gente nem usa essa rua mais, para descer que é mais tranquilo”, conta a moradora.
Patrícia conta que os moradores já foram até a Prefeitura cobrar uma solução para a falta de calçamento. “Falam que não tem como e que a Prefeitura não está arrumando mais as ruas”. A única solução apresentada pelo Executivo seria o calçamento compartilhado, no qual os moradores se unem para pagar a pavimentação. “Mas não mandamos [fazer] porque fica muito caro, né? Nem as pedras a Prefeitura dá para a gente”, completa a manicure.
Além dos problemas causados pela falta de pavimentação, em um dos lados da rua não há nenhuma residência e o mato alto tomou conta de todo o espaço vago. Segundo Patrícia, para amenizar a situação e evitar o acúmulo de lixo, há alguns dias colocaram fogo na vegetação. “A gente teve que chamar até o Corpo de Bombeiros para vir apagar”, lembra.

 

PREFEITURA
A Prefeitura alegou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a área não está inclusa no Programa Pró-Transporte e reafirmou que os moradores podem optar por uma forma de calçamento compartilhado. Nesse caso, a Prefeitura entra com o maquinário e os responsáveis pelas instituições e casas, em comum acordo, fazem o rateio da mão de obra e do material a ser utilizado neste serviço.
Desse modo, caso haja a concordância de todos, um engenheiro da Secretaria Municipal de Operações Urbanas (Semop) irá até o local e fará os levantamentos necessários para que a obra seja executada. Caso exista interesse dos moradores por este sistema de parceria, eles devem se dirigir à Semop, no Setor de Calçamentos e Pavimentação, para que a obra seja então efetivada.
A reportagem ainda foi informada se, no caso de não haver interesse do calçamento compartilhado, a Prefeitura mantém negociação com os governos tanto estadual e federal com o intuito de alocar recursos para ampliar o projeto de pavimentação no município. Já com relação ao mato alto, os moradores devem protocolar um pedido de análise do local na Prefeitura, para que o setor de posturas consiga identificar quem é o proprietário do lote vago e possa cobrar a limpeza.

 

Crédito: Lorena Silva

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