sexta-feira, 14 de Setembro de 2012 16:31h Erik Ulysses

Família de Kassiane realiza neste sábado passeata pela paz

Um dos casos de maior repercussão de Divinópolis teve seu desfecho marcado para segunda-feira, dia 17. Trata-se do julgamento de Dirceu Quadros, acusado de assassinar a psicóloga Kassiane Rodrigues Maia com nove facadas no dia 9 de agosto de 2010. Dirceu inconformado com o fim do namoro com a psicóloga invadiu o seu consultório e a esfaqueou. O réu irá a júri popular.

 


Nesse sábado, dia 15 de setembro às 08h30, amigos e familiares de Kassiane farão uma passeata pela paz como forma de relembrar o assassinato de Kassiane e conscientizar a população sobre a violência contra a mulher. De acordo com uma pessoa da família que não quis se identificar, o principal objetivo da passeata é mobilizar a sociedade para refletir sobre esse assunto. “A violência contra a mulher é velada na sociedade e muitas brasileiras sofrem diariamente com este problema. É um problema cultural e só será mudado se houverem pessoas que lutem pela causa. Na passeata estarão mulheres que participam de movimentos que defendem a vida da mulher, amigos, familiares e pacientes da Kassiane” afirmou. Segundo ela não será feita nenhuma manifestação no dia do julgamento para que o mesmo possa ocorrer da forma mais tranqüila possível.

 

A passeata terá concentração na Praça da Catedral às 08h30 e passará pela Avenida 1º de junho e Rua Goiás, Sete de Setembro e São Paulo e terá seu encerramento na Praça da Catedral. De acordo com a família de Kassiane mais da metade das mulheres assassinadas no Brasil são vítimas de seus parceiros, dessa forma a passeata é importante para que as pessoas se conscientizem e exijam mudanças para que esses números possam ser mudados.

 


Segundo a mesma pessoa consultada a expectativa da família para o julgamento é de que a justiça seja feita. “A família e os amigos só esperam que seja feita justiça, ninguém quer o mal do acusado, não tem raiva nem ódio dele, porque isso só traria mais dor e sofrimento. O julgamento será apenas a conclusão do crime, porque nada trará a Kassiane de volta” disse.

 

A pessoa afirma ainda que não está sendo fácil para a família passar por essa situação. “Em dois anos, todas as feridas continuam abertas e ao invés de diminuir, a dor aumenta cada dia mais. O crime foi muito cruel, injustificável, covarde. Reviver todos os detalhes dessa tragédia é um desafio permanente para a família e para os amigos” contou.

 

Os organizadores da manifestação contam com o apoio da população e pedem para que aqueles que queiram participar da passeata e não possuam uma camisa com a foto de Kassiane irem com uma camisa branca.

 

 

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