quarta-feira, 29 de Julho de 2015 10:10h Atualizado em 29 de Julho de 2015 às 10:12h. Pollyanna Martins

Farmácia Municipal Central está com medicamentos em falta

Usuários vão ao local para pegar remédios de pressão e saem de mãos vazias

A Farmácia Municipal Central está com o seu estoque de medicamentos incompleto. Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) vão ao local para buscar os seus remédios e saem com as mãos vazias. Estão em falta medicamentos para hipertensão, diabetes, antidepressivos e anticonvulsivos. A unidade fornece 251 tipos de medicamentos, dos quais 58 estão em falta.
A costureira Eliana Pereira Veloso foi buscar o remédio que toma para controlar a pressão, mas voltou para casa com as mãos abanando. A costureira foi à Farmácia Municipal procurar o remédio Captopril de 25 mg, mas estava em falta. “Eu pego sempre aqui, mas ultimamente está faltando, então eu estou comprando. Hoje me falaram que está em falta este medicamento, e não deram um prazo também para quando posso pegá-lo”, reclama.
Quem também saiu sem os remédios da pressão e a fita para medir a glicose foi a dona de casa Aparecida Barbosa. A usuária foi à Farmácia para buscar cinco medicamentos, mas voltou para casa apenas com dois. A dona de casa tem hipertensão e diabetes, e se esforça para manter a medicação controlada em dia. “Eu vim buscar o Sinvastatina e o Captopril e não tinha. Mês passado eu vim aqui e não tinha a Sinvastatina, mas tinha o Captopril, e não tinha lanceta [para diabetes] aí eu peguei no posto de saúde perto da minha casa. Quando não tem os remédios ou a gente compra, ou fica sem tomar”, detalha.
Para não ficar sem a medicação, a aposentada recorre à Unidade Básica de Saúde de seu bairro, ou então pega da mãe que é usuária de Losartana (remédio para hipertensão). “Eu vou chegar em casa agora e pegar o Losartana que a minha mãe toma para ficar com a medicação em dia, porque um dia que a gente não tomar já dá diferença. Agora eu estou levando a insulina e a lanceta, a fita não tem, e eu sou diabética então eu preciso da fita. Eu olho a minha glicemia duas vezes ao dia, e agora vou ter que ir ao posto de saúde para as enfermeiras poderem olhar”, reclama.

 

MAIS RECLAMAÇÕES
Nossa reportagem ficou na Farmácia Municipal cerca de 30 minutos. Durante este tempo, vários usuários saíram do local sem a medicação que precisavam. A aposentada Maria do Carmo Rios foi até a unidade para buscar os remédios de hipertensão Losartana e Sinvastatina e literalmente saiu de mãos vazias. “Sempre falta remédio aqui. A gente sai de casa, chega aqui e não tem remédio. Agora vou ter que comprar para não ficar sem tomar. Faltar um remédio simples de pressão é um absurdo, e a gente não pode ficar sem”, frisa.
O caso não foi diferente com a dona de casa Luciana Silva Moreira Cardoso, que foi à Farmácia para buscar dois remédios, mas conseguiu apenas um. Luciana toma remédio para hipertensão e saiu sem o medicamento Clorana. “Eu estou aqui pensando como eu vou fazer sem esse remédio. A minha sogra o toma e vou ver se ela me empresta. É muito revoltante essa situação, a gente gasta R$ 6 de vale transporte para chegar aqui e não ter medicamento. Sempre faltava remédio, mas agora está pior a situação, esse remédio nunca foi de faltar, e agora falta. Tem cinco anos que eu o tomo”, reclama.

 

PREFEITURA
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que a falta de medicamentos se deve ao atraso no repasse da Secretaria Estadual de Saúde. A Secretaria Municipal foi informada que os remédios chegarão apenas na última semana de agosto. A Assessoria esclareceu ainda que a Semusa também adquire remédios através de compras, e que paralelo ao atraso do Estado, os fornecedores do órgão também estão em atraso na entrega, e que a Secretaria está em negociação com os fornecedores para que o problema seja resolvido.

 

Crédito: Pollyanna Martins

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