quarta-feira, 3 de Junho de 2015 09:25h Atualizado em 3 de Junho de 2015 às 09:26h.

Fazendo Arte tem proposta de formação artística abrangente, diz Padre do Panamá

Fazendo Arte foi destaque em um livro da Red Latinoamericana-Europa de Trabajo Social Transnacion (Reletran)

A publicação distribuída em todo o mundo foi financiada pela União Europeia (UE) e destaca projetos concretos com resultados positivos nas cidades onde são aplicados.
O livro tem artigos de participantes do Reletran, que é uma proposta internacional de metodologias para as práticas sociais comunitárias visando fomentar a arte como ferramenta na transformação sociocultural. A proposta tem participantes do Panamá, Guatemala, Bolívia, Nicarágua, Chile, Brasil, México, Espanha, Colômbia e Alemanha.

O livro “Processos Participativos en el âmbito social” reúne artigos destacando o desempenho de propostas que ganharam destaque em seus países de origem. É o artigo do padre e diretor da Pastoral Social Arquidiocesana do Panamá, Patrick Hanssens. Para o religioso panamenho, o projeto brasileiro é referência na área sociocultural. “É um trabalho de formação artística abrangente. Os participantes tornam-se profissionais a partir de si mesmos. O jovem mais avançado multiplica o trabalho, orientada pelos coordenadores e professores e receber um subsídio mensal. Com o passar do tempo, algumas dos alunos mais avançados se tornam professores dentro do mesmo projeto”, afirmou o padre do Panamá.

O artigo do religioso mostra que o teatro promovido pelo Fazendo Arte é uma excelente maneira de reconstruir a história. Segundo Patrick Hanssens, os espetáculos do projeto como o “100 Perder o Trem” recupera a própria história. “É um espaço adequado para a comunidade se descobrir, se relacionam e recuperar a sua identidade contando sua própria história. É uma oportunidade para um diálogo entre os jovens, adultos e idosos, que são a memória viva da comunidade. Desta forma, as pessoas alcançam a sua própria história e faça parte da comunidade em torno de sua própria identidade. O que nós somos é o resultado do nosso passado que podemos levar em liberdade para criar sobre essa base que nós queremos construir o futuro”, afirmou Patrick.

A coordenadora do Fazendo Arte, Lenir de Castro, destacou que o artigo é uma síntese do projeto que foi a apresentada para o mundo. “É uma publicação respeitado da área social e nos orgulha em fazer parte. Hoje muitas pessoas no mundo conhecem nosso trabalho em Divinópolis. Esse reconhecimento é importante e necessário para continuarmos nesta caminhada de apresentar a arte para o jovem divinopolitano”, destacou Lenir.

Oficinas

O projeto incentiva a arte desde 2002 através das oficinas de artes plásticas, flauta, violão, canto, teatro, viola caipira, teatro musical, contação de histórias, danças (Balet / jazz/ folclóricas / hip-hop),percussão e canto popular. O projeto Fazendo Arte é patrocinado pela Gerdau por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A gestão é da Associação Cultural, Educação, Social e Artística (Acesa), além de apoio da Prefeitura de Divinópolis, através das secretarias municipais de cultura e educação. O Centro Diocesano de Divinópolis e TV Integração também são apoiadores do Fazendo Arte.

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