sábado, 13 de Fevereiro de 2016 05:44h Atualizado em 13 de Fevereiro de 2016 às 05:44h. Mariana Gonçalves

Fechamento do Cmei Maria Lúcia Gregório pega população de surpresa

Na porta do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Maria Lúcia Gregório, situado no bairro Terra Azul

Na porta do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Maria Lúcia Gregório, situado no bairro Terra Azul, um comunicado afixado na parede chama a atenção com os seguintes dizeres: “Devido ao número reduzido de matrículas no Cmei e considerando a necessidade de cuidarmos pela qualidade do processo pedagógico, informamos que os alunos deste Cmei, no ano de 2016, serão atendidos na Escola Municipal Antonieta Fonseca, no Quinta das Palmeiras.”

 


Este aviso desagradou e pegou muitos pais de surpresa, por meio de denúncias feitas a alguns vereadores, o assunto foi falado no plenário da Casa Legislativa durante reunião ordinária da última quinta-feira. Não é de hoje que o possível fechamento deste Cmei preocupa a população do Terra Azul, em Abril de 2015, o secretário municipal adjunto de educação, João Renato, em uma reunião no centro, anunciou para a comunidade que o local seria fechado devido ao baixo número de crianças matriculadas na instituição. Foram realizadas diversas discussões, a população pressionou e a secretaria de educação voltou atrás na decisão.
A diretora do Cmei, Gilmara Cordeiro Telles, falou sobre a situação, onde se preocupou em, principalmente, esclarecer os boatos de sua renúncia ao cargo na direção do centro. “Não entreguei meu cargo, tanto é que, se eu tivesse feito isso, hoje eu não estaria com os alunos lá no Antonieta Fonseca. O que eu fui fazer na Secretaria de Educação foi informar o número real de alunos matriculados, pois, esse ano, estamos com 41 e a Lei Orgânica exige mínimo de 60 alunos”, declara.

 


Gilmara salientou ainda que, mesmo se ela não tivesse tomado a decisão de informar a situação do Cmei neste momento, em março, a Secretaria de Educação saberia do fato, pois é feita uma contagem de alunos. “Quando chega março tem a contagem de alunos e nisso pode haver fechamento, aglutinação (tudo isso estabelecido em leis), um professor tem que ter um determinado número de alunos para a turma existir, isso tudo rege em lei.O ano passado enfrentamos esse mesmo dilema, porém eu tinha número de alunos para poder brigar, tem uma Lei Municipal que fala que para uma escola ser municipalizada, ela tem que ter no mínimo 60 alunos, então ano passado, quando se deu o fechamento, eu questionei, porque tinha 72 alunos, e abracei a causa com a comunidade, porque não era uma estatística pertinente ao que estava sendo divulgado”, afirmou a diretora, destacando também as condições do Cmei este ano. “Não conseguimos fechar as turmas, somando total eu deveria ter em toda a escola no mínimo 60 alunos, eu tenho 41 alunos e isso com matrículas ainda não consolidadas, ou seja, a matrícula só é consolidada a partir do momento que o aluno passa a frequentar a unidade”, explicou.

 

 

ESTRUTURA

O imóvel onde hoje está o Cmei Maria Lúcia Gregório não é um local adequado para receber o ensino infantil, não está dentro dos padrões do Pró-Infância, definidos pelo Governo Federal. O imóvel recebeu alguns improvisos para que pudessem abrigar os pequenos estudantes, levando em consideração até mesmo estas questões de espaço físico da unidade, a diretora optou por aceitar a proposta feita pela Secretaria de Educação após saber do baixo número de matriculados. “Achei viável a preposição que eles me fizeram, que era levar os alunos que eu tinha para a Escola Antonieta Fonseca, porque lá já temos uma estrutura escolar, inclusive eu achei até melhor, por exemplo, temos um banheiro aqui, e lá temos quatro banheiros adaptados, aqui não temos quadra e lá tem, aqui temos uma casa improvisada, lá eles têm o parquinho para brincar, estão em salas maiores, então aceitei isso e coloquei para a comunidade no início deste mês, alguns aceitaram e outros foram mais resistentes”, afirma Gilmara.

 

 

DECISÃO

Até o momento, por parte do Prefeito Vladimir Azevedo, nenhuma decisão está firmada, segundo sua assessoria de comunicação, o assunto já está sendo discutido, e um posicionamento deverá ser formalizado na próxima semana.
A diretora do Cmei diz que entende o desejo da comunidade em manter a unidade ativa, mas entende também que, para isso, tudo deve estar em conformidade com as leis. “Foi uma surpresa para todos nós, para mim, que vi que não tinha alunos suficientes e para os pais, que foram pegos de surpresa com isso, não foi uma coisa de má fé e nem para prejudicar ninguém. Mas a decisão do que irá acontecer agora está nas mãos do prefeito, até então, estamos recebendo os meninos lá no Antonieta Fonseca e todos estão sendo muito bem atendidos”, encerra Gilmara.

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