quinta-feira, 28 de Março de 2013 09:12h Daniel Michelini

Feriado impulsiona venda de peixes

A Páscoa está próxima e, há quase quarenta dias, alguns cristãos fizeram diversos tipos de ‘penitências’ para simbolizar a Quaresma, período baseado no símbolo do número quarenta na Bíblia Cristã.

A Páscoa está próxima e, há quase quarenta dias, alguns cristãos fizeram diversos tipos de ‘penitências’ para simbolizar a Quaresma, período baseado no símbolo do número quarenta na Bíblia Cristã. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito. Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades. Desta maneira, é normal vermos pessoas que não fazem o uso de bebidas alcoólicas ou refrigerantes e que não comam alguns tipos de carne, além de outros alimentos.


Antes da Páscoa, amanhã (29) é a Sexta-Feira da Paixão, dia em que os Cristãos praticam jejum e a abstinência de carne e qualquer ato que se refira ao prazer. Procissões e reconstituições da Via Sacra são alguns dos rituais mais difundidos. É comum também que os Católicos façam promessas nesse dia. Assim, o alimento que mais se vende nesse dia é o peixe, especialmente o bacalhau. No entanto, os preços estão como o próprio alimento: salgados.


Em Divinópolis, o quilo de bacalhau que, normalmente, é encontrado por aproximadamente R$18,00, vem sendo vendido entre 20% e 30% mais caro, atingindo até R$22,00. Segundo o gerente de um supermercado da cidade, Gláuber Melo, as vendas realmente crescem durante a Semana Santa: “Vende mais do que o normal. Infelizmente, não somos nós que definimos os preços. Os consumidores reclamam do preço, mas não podemos fazer nada” disse Gláuber, afirmando que esse aumento sempre ocorreu: “Todo ano é assim”, disse.


Gláuber confirma que algumas pessoas que compram os peixes nesse período são justamente as que substituem alguns tipos de carnes: “Alguns substituem por bacalhau, mas muitas pessoas preferem peixes mais baratos”, disse o comerciante, acreditando que, além do sabor, o preço é um fator que contribui para esse índice: “As vendas aumentam cerca de 30%”. Peixes vendidos em pedaços separados, como o filé, são encontrados pela metade do preço do bacalhau em diversos pontos da cidade. Gláuber também faz parte deste grupo de pessoas e respeita a tradição religiosa, substituindo a carne vermelha por peixe.


Durante a Quaresma, Cristãos também substituíram o consumo de carne por peixes em alguns dias da semana. Entretanto, além de peixes, outro alimento consumido durante o período foi o ovo. Os religiosos acreditam que, na Quaresma, a Igreja nos convida a viver “esses dias” como um Caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Convida também a viver uma série de atitudes cristãs que ajudam a se aproximar da palavra Divina, uma vez que, através dos chamados ‘pecados’, acredita-se que as pessoas acabam se afastando de Jesus Cristo.

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