sábado, 8 de Novembro de 2014 04:15h Atualizado em 8 de Novembro de 2014 às 04:19h. Mariana Gonçalves

Final do Concurso Videokê Caça Talentos será realizado hoje

A partir das 19h, parte da Rua Ibirité, próximo ao nº 230, no bairro Bom Pastor, irá se transformar em um grande palco

A 4ª edição do concurso Videokê Caças Talentos está emocionante. De 80 participantes, doze foram selecionados para a reta final e, na noite de hoje, sairão vitoriosos apenas três desses cantores. O evento é aberto à população.
Conforme o organizador do concurso, Aristides Ribeiro de Melo, popularmente conhecido por Tide, o terceito colocado receberá a quantia de R$ 300, o segundo lugar levará R$ 500 e o vencedor, R$ 1 mil. “O primeiro lugar, além do dinheiro, irá também ganhar a gravação do seu CD e estamos tentando fazer com que esse escolhido participe do programa Raul Gil. Vale destacar que os doze finalistas, independente dos ganhadores, irão gravar um DVD ao vivo no bar do Jaco”, afirma.
Os músicos serão avaliados por um corpo de jurados de cinco pessoas, os quais têm profundo envolvimento com a área musical.

 

 

EXPANSÃO
De acordo com Tide, para o próximo ano a intenção é fazer com que esse concurso seja levado para dentro dos bares da cidade. “Vamos pegar o número total de participantes e dividi-los em grupos, estes irão se apresentar nos bares que vão entrar como parceiros do projeto”, explica.
Além disso, uma caravana do Caça Talentos está sendo organizada para sair e se apresentar nas cidades da região Centro-Oeste.

 

 

INÍCIO
Descobrir vozes novas, tirar do anonimato pessoas cujo talento musical é incrível. Esse projeto partiu de uma conversa informal entre dois amigos em um bar. A ideia deu certo e o trabalho ganhou responsabilidade. Como diz o idealizador, a ação deixou de ser apenas uma brincadeira para se tornar coisa séria.
“No antigo Bar Camisa 10, no Santa Clara, foi que surgiu essa ideia. Estávamos eu e o  Augustinho Malta, quando falei ‘por que não ter na cidade um concurso de videokê? Com tantas pessoas que cantam bem na cidade, por que não tentar?’. Aí fizemos o primeiro concurso e o prêmio foi uma TV 29 polegadas, na ocasião. O vencedor foi o Renato Lima & André, que inclusive hoje têm carreira consolidada na cidade. Mas depois disso decidi levar esse projeto adiante e sempre planejar para melhorar”, conta Tide.

 

 

 

CULTURA ORIENTAL
Conta-se que quando o Kasato-Maru, primeiro navio a trazer imigrantes japoneses, aportou em Santos, trouxe consigo a cultura de um polo festivo e que introduziu no cotidiano da colônia nipo-brasileira que se instalava muitas festividades típicas japonesas, uma vez que esses colonos na sua maioria procediam de regiões rurais.
A música já integrava a cultura japonesa e, sendo assim, em eventos como inaugurações de colônias, aniversários, chegada de convidados, os japoneses reuniam-se no galpão ou casa do líder da comunidade local e iniciava-se uma solenidade informal que consistia em uma improvisação de canções acompanhadas de palmas que marcavam o ritmo, enquanto os demais convivas proseavam alegremente.
Com o passar do tempo, essas atividades foram se tornando mais organizadas e formais, surgindo então o “engueikai” – uma espécie de show de variedades – com a apresentação de coros infantis, shows de acordeom e gaita de boca, peças teatrais pedagógicas, leitura de histórias moralistas, danças, rokyoku (gênero popular narrativo do início do século), melodramas, peças militares, tragédias tradicionais, enfim, vários elementos da cultura tradicional japonesa.
No Brasil, o primeiro karaokê foi inaugurado no bairro da Liberdade, considerado como o bairro japonês mais importante do Brasil, e contava apenas com playbacks de músicas japonesas e alguns sucessos populares da música de língua inglesa.
Dois anos após, uma importante gravadora instalada no país, lançou um LP intitulado “Você é o Cantor”, e na capa havia a figura de uma pessoa com o rosto escurecido e com um enorme ponto de interrogação, sugerindo que qualquer pessoa poderia preencher aquele vazio emprestando a própria voz, acompanhado pelos playbacks do disco de vinil que eram sucessos na época.
Um empresário coreano, aficionado por karaokê, em uma de suas viagens à sua terra natal, resolveu implantar um aparelho que já existia por lá e que oferecia o recurso que ainda não existia para a música brasileira e em que poderiam ser mais facilmente reproduzidos os playbacks com o emprego do computador. Assim, nascia o “Videoke”, termo criado exatamente para ilustrar o que esse aparelho oferecia: karaokê com recurso de vídeo, onde se acompanha a letra por um monitor de TV, que vai mudando de cor sincronizada com a música, facilitando consideravelmente para os cantores menos preparados.
Além do recurso audiovisual, esse aparelho, uma espécie de microcomputador por seu princípio de funcionamento, é exatamente igual. Proporciona a possibilidade de trocar o tom da música de maneira que qualquer pessoa possa cantar músicas de qualquer cantor, bastando, para isso, ajustar o tom da música para a sua própria voz.

 

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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