quarta-feira, 2 de Outubro de 2013 08:27h Atualizado em 2 de Outubro de 2013 às 08:35h. Mariana Gonçalves

Fiscalização autoriza siderúrgica a funcionar

No inicio dessa semana a fundição Cosifer passou por uma fiscalização na intenção de se verificar se as exigências feitas pelo Ministério Público ao empresário responsável pelo local estavam sendo cumpridas. Conforme a fiscalização, dos itens pedidos mais

No início dessa semana a siderúrgica Cosifer passou por uma fiscalização na intenção de vistoriar se as exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pedido pelo Ministério Público estavam sendo cumpridas.
Conforme Jorge Luiz de Oliveira, diretor técnico da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) das 11 cláusulas que foram acordadas e estão no termo, dez já estão implantadas.
Ainda conforme o representante da Supram, entre os pedidos, está um lavador de gás que irá diminuir a poluição no ambiente. O prazo para a implantação deste equipamento vai até o fim de outubro. "O monitoramento que realizamos mostra que está tudo de acordo, dentro dos parâmetros, nós autorizamos a siderúrgica a continuar operando",afirma Oliveira.
Sobre o TAC o diretor da fundição, Wilson Salustiano reforça que tudo está ocorrendo nos devidos prazos, que aliás o empresário considera ter conseguido pouco tempo para organizar as demandas exigidas pelos órgãos de meio ambiente. “Eu tive um prazo muito curto, existem empresas na cidade que dentro do TAC conseguem um prazo de até dois anos para fazer essas adaptações, mas ainda sim nesse curto prazo estamos dentro do permitido quanto às alterações” assegura.
A empresa recebeu acusações de que estaria gerando constante poluição e ainda estava influenciando nos casos de doenças. Sobre esse assunto o empresário diz que se utiliza de dois caminhões pipas para molhar tanto o terreno da siderúrgica quanto as ruas em seu entorno, visando a diminuição da poeira. Já sobre as questões referentes às doenças Salustiano diz: “a empresa é uma das menores da cidade no que se refere à produção de ferro gusa, gerando quatro mil toneladas mês. A obra prima utilizada é o carvão vegetal, minério e calcário, não existe nem um produto químico ou contaminante. Na assembleia foi dito que Divinópolis está com um índice muito alto de câncer causado pelas siderúrgicas, sendo assim então eu até sugiro que se façam um estudo dentro das próprias fundições para saber se existe algum funcionário com essa doença. Conheço pessoas que trabalham há anos em siderúrgica e nunca tiveram nenhum problema de saúde relacionado a esse” completa.

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