segunda-feira, 24 de Agosto de 2015 13:23h Atualizado em 24 de Agosto de 2015 às 13:25h.

FLID LEVA SETE MIL PESSOAS AO GRAVATÁ

Com mais de 40 apresentações, Festa encantou diferentes públicos

Crianças, adultos e idosos tiveram ao longo de quatro dias, em Divinópolis, uma programação gratuita de alta qualidade cultural. Em comum uma sensação entre artistas, autores e público: encantamento. Realizada entre os dia 20 e 23 de agosto, a segunda edição da Festa Literária de Divinópolis (FLID) demonstrou, com suas atrações e festividades, que a cidade tem verdadeiramente vocação para a Cultura.

Com mais de 40 espetáculos realizados nas áreas externa e interna do Complexo Usina Gravatá, carinhosa batizada de Cidade Literária, a FLID atraiu mais de sete mil pessoas durante todo o evento. Ao todo, mais de 2.500 livros foram doados na troca de ingressos para as apresentações internas no teatro. O material arrecadado será destinado à Biblioteca Municipal da cidade, que tem como patrono o autor homenageado pelo evento deste ano: Ataliba Lago. Durante todos os dias, a memória do artista foi lembrada pela organização, com vídeos e histórias.

Na quinta-feira, a cerimônia de abertura levou emoção a centenas de pessoas que ocuparam todos os assentos do teatro para acompanhar o recital de Elisa Lucinda em homenagem à escritora divinopolitana Adélia Prado. A atriz voltou no dia seguinte, novamente com lotação máxima do espaço, para um bate-papo com o público. Na programação que se estendeu até a noite de domingo, diversos nomes conhecidos passaram pelo palco principal, como a escritora Leila Ferreira, a blogueira Cris Guerra, a autora Denise Emmer, os chargistas Duke, Quinho e Son Salvador e a Trupe Maria Farinha. “O crescimento da FLID 2015, em comparação com a primeira edição, foi notório. Conseguimos aproveitar, muito bem, um espaço próprio para atividades como esta que temos em nossa cidade”, ponderou Daniel Bicalho, um dos organizadores da FLID.


Valorizando o talento regional

Além de nomes conhecidos em todo o cenário nacional, a FLID valorizou o trabalho de artistas da nossa região, como por exemplo a apresentação de trabalhos dos autores independentes, que tiveram a oportunidade de expor suas obras ao público que acompanhava a festa na área externa do Gravatá. Escritores de Divinópolis, Itaúna e diversas outras cidades promoveram sessões de bate-papo e autógrafos num local reservado a esse fim. “Eventos assim ajudam, e muito, a divulgação do nosso trabalho, pois não temos um apoio da grande mídia para autores independentes. A FLID promove a interação entre nós e o público”, disse Denise Coimbra, autora do livro “54 Rua da Alfândega”.

Na sua segunda edição, a FLID se torna um evento que entra, definitivamente, no calendário anual de Divinópolis. Segundo Joubert Amaral, um dos organizadores da Festa, apesar do cansaço após o término do evento, todos ficaram muitos satisfeitos. “Só temos a agradecer todo o público, os patrocinadores, os autores e todas as pessoas que nos auxiliaram a fazer essa segunda edição ainda maior que a primeira. A população divinopolitana pode aguardar que já começamos a preparar a terceira edição da FLID que, tenho certeza, será ainda melhor”, encerra.

 

Créditos: Douglas Fernandes

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.