terça-feira, 5 de Janeiro de 2016 12:26h

?Força tarefa da Semusa irá vistoriar 113 mil imóveis em Divinópolis

A Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis (Semusa), por meio da sua Diretoria de Vigilância em Saúde e Diretoria de Atenção Primária, atuará firme no combate ao mosquito Aedes aegypti nestes dois primeiros meses do ano

A partir da próxima semana os agentes de combate a dengue contarão com o suporte de cerca de 100 agentes comunitários de saúde (ACS) que atuam em todas as regiões da cidade nas unidades de saúde e de forma especial na Estratégia Saúde da Família.

A meta é que estes ACS ajudem na vistoriar os 113 mil imóveis existentes na cidade. Eles irão identificar possíveis focos onde o mosquito possa se desenvolver e realizar a sua remoção. Nos casos em que ocorrerem à necessidade de realizar o tratamento com larvicida ou utilização de bombas costais este trabalho será realizado pelos agentes de combate a dengue. A meta da Semusa é vistoriar cerca de 3.500 imóveis por dia e todos serão vistoriadas duas vezes num período de 60 dias.

Todos os ACS da Atenção Primária passarão por uma capacitação que está sendo programa para a próxima sexta-feira (08/01) na Escola Municipal Olímpio de Oliveira no bairro Tietê. Nesta ocasião eles aprenderão a identificar os principais focos onde o aedes aegypti se desenvolve. A forma correta de removê-los e quais orientações deverão ser repassadas para a população. Essa capacitação ocorrerá das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h.

“A partir da próxima segunda-feira teremos uma verdadeira força tarefa nas ruas de Divinópolis combatendo este mosquito. Serão cerca de 210 servidores públicos preparados para esta finalidade”, destaca o secretário de saúde David Maia.

 

Portaria

Esta iniciativa da Semusa vai de encontro ao que estabelece a Portaria de Nº. 2.121, do Ministério da Saúde, publicada no dia 18 de dezembro último, e que autoriza os municípios a destinarem os ACS para este tipo de ação no combate a dengue.

Entre outras coisas a portaria estabelece que os agentes discutir e planejar de modo articulado e integrado com as equipes de vigilância ações de controle vetorial e encaminhar os casos identificados como de risco epidemiológico e ambiental para as equipes de endemias quando não for possível ação sobre o controle de vetores.

Todo esse trabalho tem por finalidade diminuir os casos de dengue e, sobretudo, frear o avanço do Zika vírus – que vem sendo apontado pelo surto de microcefalia no Brasil – e da febre chikungunya. Essas duas doenças ainda não tiveram casos notificados em Divinópolis.

 

Reforço

A atuação dos ACS no combate as estas doenças é mais um reforço nas estratégias que a Semusa vem adotando na cidade. Nos últimos dias de dezembro foram realizadas, também, reuniões com os representantes de imobiliária de Divinópolis.
Um dos principais pontos discutidos foi o acesso que os agentes têm que ter nestes imóveis, a fim de fazer a vistoria que possibilite identificar eventuais criadouros do mosquito. Para isso é necessário o repasse das chaves o que ficou ajustado com as imobiliárias presentes neste primeiro encontro, além de eles mesmos aproveitarem, sempre que forem ao imóvel, para verificar se não há focos do vetor.

Em virtude dessas ações nos meses de janeiro e fevereiro o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti e do Aedes albopictus - o LIRAa não será realizado neste início de ano em todo o país. O último levantamento realizado em outubro de 2015 revelou que Divinópolis está com um índice infestação médio de 1,8%. O resultado coloca a cidade numa “situação de alerta” ou “médio risco”, conforme parâmetros do Ministério da Saúde.

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