sábado, 20 de Setembro de 2014 06:20h Atualizado em 20 de Setembro de 2014 às 06:24h. Lorena Silva

Fossas entupidas são comuns e incomodam moradores do bairro Jardim Copacabana

Medida definitiva para conter situação só deve ser tomada em 2016, com implantação do esgotamento sanitário pela Copasa

Os moradores da Rua José Marques Garcia, do bairro Jardim Copacabana, têm enfrentado um sério problema no que diz respeito às fossas sépticas de suas residências. Constantemente eles têm presenciado o entupimento desses dispositivos enquanto aguardam que o sistema de esgotamento sanitário seja implantado em Divinópolis.
Há alguns dias o aposentado, Valceli Dias de Natividade, entrou em contato com a Prefeitura para solicitar a manutenção das fossas de alguns moradores da rua. No entanto, após a ida da Prefeitura até o local, na última sexta-feira (12), ele preferiu abdicar da limpeza da sua fossa para que a equipe pudesse se dedicar à manutenção na residência da sua sobrinha, Kely Cristina Natividade, que mora pouco abaixo da sua casa.
Isso porque na casa de Kely a situação é ainda pior. Além do entupimento da fossa, todo o esgoto acumulado está voltando dentro da própria residência, principalmente na cozinha. A dona de casa tem cinco filhos pequenos, sendo que o mais velho deles possui apenas nove anos. Mesmo com o problema, as crianças circulam pela casa livremente em meio ao esgoto, uma vez que Kely já não consegue mais controlar a situação.
“Não tem como eu usar nada da minha casa, porque toda hora que eu uso [a água] vaza o esgoto. Como que eu vou fazer? Já falei com meu pai que não vai ter jeito de eu ficar aqui. Como eu vou arrumar um lugar para ficar? Também não tem jeito porque meus filhos estudam é aqui”, desabafa a moradora.

 

 

 

 

POSSÍVEL SOLUÇÃO
Mesmo tendo se tornado, desde 2011, a responsável pela gestão do sistema de esgotamento sanitário em Divinópolis, a partir de um contrato assinado com a Prefeitura, a Copasa afirma ainda não ter assumido esse serviço no bairro Jardim Copacabana, não cabendo a ela, portanto, a manutenção e desentupimento das redes coletoras.
“Conforme Contrato de Programa, assinado entre a Copasa e o município, a implantação do sistema de esgotamento sanitário no referido bairro será realizada até final de 2016. No entanto, a Copasa estuda em conjunto com a Prefeitura Municipal, por meio da Usina de Projetos, a possibilidade de implantação de solução alternativa até a implantação definitiva dos interceptores”, explicou a estatal, em nota.
Em contato com a Prefeitura, a diretora de Habitação da Secretaria de Desenvolvimento Social, Liliane Rios Guimarães, explicou que a limpeza das fossas ficam a cargo da Prefeitura, ao passo que a manutenção desses dispositivos é de responsabilidade da Caixa por um período de até cinco anos, uma vez que os imóveis fazem parte do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Segundo Liliane, os moradores que necessitam da limpeza devem entrar em contato com a Secretaria de Operações Urbanas, por meio do telefone (37) 3221-1088.
Já a Caixa Econômica Federal, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a responsabilidade pela execução das fossas sépticas é da construtora e confirmou que a limpeza deve ser realizada pela Prefeitura. “A Caixa ressalta que já notificou a construtora e a Prefeitura buscando a solução dos problemas apresentados pelo sistema de fossa do residencial”, informou ainda, em comunicado.

 

 

 

 

COBRANÇA DO SERVIÇO
A Copasa disse também que não estão sendo cobrados os valores referentes à coleta e ao transporte do esgoto dos moradores do bairro Copacabana, uma vez que o serviço correspondente ainda não contempla a região. Desse modo, caso algum imóvel esteja recebendo faturas referentes aos serviços de esgotamento sanitário, o morador deverá procurar a Agência de Atendimento da Copasa, que fica na Rua Rio Grande do Sul, n° 888, no Centro.

 

 

Crédito: Lorena Silva

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