sexta-feira, 16 de Setembro de 2011 13:37h Natalia Santos

Frio e chuva são propícios para disseminação da catapora

Alguns conhecem por varicela, outros por catapora, a doença típica em épocas de frio e chuva é mais comum na infância. O que muitos não sabem que é pode trazer complicações para certos grupos de riscos e que existe vacina preventiva e ações preventivas. Os dados de notificações em Divinópolis revelam aumento em época fria como foi o caso de agosto. No total, a secretaria Municipal de Saúde (Semusa) registrou 27 casos notificados da doença.

 

 

De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde, Adriana Gomes, somente no último mês de agosto foram notificados 17 casos de catapora na cidade. Diferente de julho que teve seis, junho três e o atual mês de setembro que até o momento não registrou nenhum caso. Isto prova que os meses frios e secos são propícios para a elevação do índice. Para a diretora, outro fator destacado pode ser a aglomeração de pessoas nas épocas de frio e também chuvosas, uma vez que a doença é altamente transmissível e qualquer pessoa pode ser infectada por vias respiratórias e pela conjuntiva dos olhos. As escolas, para Adriana é o local mais propício para a infestação do vírus, por isto explicou que nos casos de crianças contaminadas, estas são orientadas a não freqüentarem as aulas.

 

Uma de suas características da varicela é aparecer em surtos epidêmicos, geralmente no fim do inverno e início da primavera, atingindo mais as crianças com menos de 10 anos de idade, fato confirmado com o número de casos ocorridos em Minas Gerais este ano, informou a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Considerada por muitos como inofensiva, pode trazer complicação para neonatos – crianças recém-nascidas - ou aqueles que possuem uma imunodeficiência. O importante segundo a diretora da Vigilância em Saúde de Divinópolis é em casos suspeitos de catapora, não realizar a automedicação. Os sintomas da doença são semelhares a outros que podem trazer riscos a saúde. “Febre, vermelhidão no corpo e as erupções pelo corpo também podem significar sarampo e rubéola. A mãe ou o adulto deve procurar o médico para fazer o diagnóstico. A automedicação como em qualquer caso deve ser desconsiderada”, alertou Gomes. A diretora ressaltou que pode ser feito os primeiros cuidados em casa, evitando a coceira, cortando as unhas, usando roupas leves e providenciando a consulta médica.

 

 

Vacinação

 

Embora a vacina contra a varicela não faça parte do calendário básico de vacinação brasileiro, a forma mais eficaz de evitar a doença é com vacinação, que pode ser tomada a partir do primeiro ano de vida, sendo igualmente recomendada para adultos que não tiveram a doença quando crianças em clínicas particulares. Adriana explicou que existem as exceções e que o Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de doses nos  Centros  de  Referência  para Imunobiológicos  Especiais  (Cries) para  pacientes imunocomprometidos.

 

 

Minas Gerais

 

De acordo com dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, até julho de 2011 foram notificados 4.441 casos de catapora em Minas, sendo que 84,75% dos casos acometeram crianças entre 0 e 9 anos, o que equivale a 3.764 crianças infectadas com a doença. A maior concentração de notificações aconteceu em junho, com 1.356 casos registrados.

 

 


Como evitar

 

Uma das formas mais eficientes de se prevenir a contaminação pela catapora é manter os cuidados básicos de higiene, especialmente manter as unhas bem aparadas e limpas, o que impede a contaminação das feridas. Para evitar a manifestação e possíveis surtos da doença, outros fatores e medidas preventivas devem ser levados em conta, principalmente quando já houver ocorrências na localidade, seja em casa, no trabalho, na escola ou creche.  São eles:
* Vacine as crianças contra a catapora no primeiro ano de vida. Os adultos que não receberam a vacina quando crianças também devem ser vacinados;
* Procure evitar contato direto com pessoas doentes;
* Não coçar as lesões para evitar infecções por bactérias;
* Lavar as mãos após tocar nas lesões, que potencialmente infecciosas. O uso do álcool em gel é aconselhável;
* Não arranque as crostas que se formam quando as erupções regridem;
* Mantenha o paciente em repouso enquanto houver febre;
* Ofereça ao doente alimentos leves e muito líquido;
* Isolamento – pessoas diagnosticadas com varicela só devem retornar à escola ou trabalho depois que todas as lesões tenham evoluído para crostas. É muito importante que elas não fiquem expostas, sob nenhuma hipótese, em meio a aglomerações ou festas;
* Pessoas imunodeprimidas, ou que apresentam curso clínico prolongado, só deverão retornar às atividades após o término da erupção.


Fonte: SES-MG

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.