quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011 00:00h

Fuligem de siderúrgicas incomoda vizinhos

André Bernardes

Há algum tempo atrás, a fuligem negra emitida pelas chaminés das siderúrgicas era um transtorno para os moradores vizinhos destas empresas. Atualmente, as siderúrgicas em Divinópolis tiveram que colocar filtros em suas chaminés e fazer o controle dos gases poluentes.

Apesar da regulamentação, alguns moradores vizinhos de siderúrgicas dizem que o pó preto permanece. Uma moradora do bairro Icaraí que preferiu não identificar disse que dentro de sua casa tem muita poeira.

De acordo com o biólogo Weverton Geraldo Alves, ainda não é possível filtrar 100% das impurezas das chaminés. Weverton trabalha na Siderúrgica Álamo, de onde um morador vizinho, que também não quis se identificar, afirma ter visto uma fumaça preta sendo liberada pela empresa durante a madrugada. O biólogo afirma que não tem conhecimento do fato e diz que é praticamente impossível os filtros não terem funcionado. “Se o filtro da chaminé parar de funcionar, há um aparelho que acusa o problema” diz Weverton. Ele ainda complementa que no caso de um filtro parar de funcionar, o incidente vai para o relatório encaminhado para a Supram. “Os moradores confundem a fumaça branca que veem sair daqui noite com poluição. È porque fazemos o resfriamento da escória quente com água. O que sai não é fumaça, é vapor, é pura água” afirma o biólogo.

Atualmente, Divinópolis tem seis siderúrgicas funcionando. De acordo com o secretário de meio ambiente Pedro Coelho, a secretária não fiscaliza os gases emitidos pelas siderúrgicas. “Tem um órgão responsável que nos manda relatórios sobre os gases emitidos pelas siderúrgicas” disse o secretário.

A empresa responsável pelo monitoramento é o Supram. De acordo com Paula Fernandes, diretora regional de apoio técnico do Supram, as siderúrgicas mandam a analise do ar para um laboratório credenciado que faz a avaliação. “Se for constatado um excesso na emissão de gases, a empresa é notificada e tem um prazo para regularizar” diz Paula. A emissão de gases máxima permitida é de 150 miligramas normal por metro cúbico.

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