quarta-feira, 16 de Julho de 2014 08:52h Atualizado em 16 de Julho de 2014 às 09:00h. Lorena Silva

Funcionários da Copasa paralisam atividades em todo Estado

Em Divinópolis, aproximadamente 60 funcionários aderiram ao movimento

Diversos funcionários da Copasa, que reivindicam melhores condições de trabalho, paralisaram suas atividades ontem, em todo o estado de Minas Gerais, como forma de protesto contra a proposta apresentada pela empresa para acordo coletivo de trabalho. Em Divinópolis, aproximadamente 60 pessoas aderiram ao movimento, conforme indicou o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado de Minas Gerais (Sindágua).
Pela manhã, os funcionários se concentraram em frente à Estação de Tratamento de Água da Copasa, no bairro Belvedere. De acordo com o diretor de base do Sindágua, Márcio Machado, uma parte de cada setor da empresa, como equipe de manutenção de redes, leituristas e funcionários da área administrativa, deixaram de exercer suas funções. Ainda segundo o diretor, 30% dos funcionários continuaram trabalhando para manter os serviços essenciais à população.
Dentre as reivindicações exigidas à Copasa, a categoria pede o reajuste com ganho real no salário; revisão da tabela salarial do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS); incorporação da Gratificação de Desempenho Institucional (GDI) nos salários e o fim da política de porte, que quebra o princípio de isonomia salarial – ou seja, a categoria alega que a empresa oferece salários diferenciados para trabalhadores que exercem a mesma função.

 

 

 

 

PROPOSTAS
Márcio explica que, após as negociações entre o Sindicato e a empresa, a Copasa ofereceu apenas o reajuste do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até maio - de 5,82% - e um reajuste de 10% no tíquete-refeição – alterando seu valor de R$ 585 para R$ 608,96.
Segundo o diretor, a empresa não abordou as demais reivindicações da categoria.“As propostas não estão atingindo o nosso objetivo. Em Minas Gerais, são 84 diretores do Sindágua. Na reunião que tivemos no último dia 30, decidimos rejeitar a segunda proposta da Copasa, porque dos 43 itens [de reivindicação], só quatro a empresa quer nos oferecer. Pedimos o dobro do INPC no reajuste dos benefícios e nos tíquetes”, explica.

 

 

 

 

SITUAÇÃO
Um dos funcionários que apoiava a paralisação ontem, que não quis ser identificado, destacou que, além do reajuste do salário e de benefícios, os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho. “Eu trabalho na área de transporte e vejo como a situação está precária. A frota da empresa está toda sucateada. Tem veículo que falta até pneu, sem condições de circular, o que coloca em risco a vida do próprio condutor e também de outros veículos ou pedestres”, conta.
Márcio explica que a categoria determinou a paralisação somente para ontem. “Se a empresa retornar as negociações com uma outra proposta, de acordo com o que exigimos, nós voltamos para a mesa de negociações e vamos analisar o que ela tem a nos oferecer para melhorar a nossa situação”, conclui.

 

 

 

 

COPASA
Em nota, a Copasa esclareceu que “[a empresa] encontra-se em processo de negociação salarial com os sindicatos representantes de seus empregados, cuja data base é 1º de maio. Já ocorreram três reuniões de negociação, sem que as partes chegassem a um acordo. Quanto à paralisação ocorrida ontem, a empresa tomou todas as providências para manter os serviços essenciais e não ocasionar prejuízos à população.”
Em relação às condições de trabalho, como a questão do transporte destacada por um dos funcionários, não houve posicionamento da empresa.

 

 

Crédito: Lorena Silva

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