sábado, 16 de Maio de 2015 07:39h Atualizado em 16 de Maio de 2015 às 07:51h. Jotha Lee

Gastos com saúde cresceram mais de 13% em 2014

Estimativa de receita registrou queda superior a R$ 33 milhões

A queda na arrecadação que vem sendo verificada em Divinópolis nos três últimos anos e o arrocho imposto pelo governo federal aos municípios são os principais motivos para a crise financeira que vive a Prefeitura de Divinópolis, conforme a versão oficial. Em entrevista à Gazeta do Oeste há 20 dias, o prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), admitiu o aperto. Como medida para minimizar os problemas gerados pela falta de recursos, ele determinou a redução de até 20% nas despesas das secretarias municipais. Essa redução ainda não está sendo praticada, pois o prefeito ainda está avaliando os planos de contenção de gastos apresentados pelos secretários.
Embora enfrente dificuldades para quitar dívidas com credores e manter investimentos, o prefeito não perde o ânimo e garante que obras estruturantes e medidas para aquecer a economia do município ainda serão entregues esse ano. Uma dessas obras citadas é o novo centro industrial, a ser entregue com o anel da ferradura, que o prefeito garante ainda para esse mandato. “Vamos colocar Divinópolis em um outro patamar de desenvolvimento”, assegura.
Sobre a crise financeira, Vladimir é firme ao garantir que até o final do mandato conseguirá colocar as contas em dia. “Vamos administrar isso, focar na manutenção da cidade e melhorar ainda mais nesse aspecto”, afirma. “A expectativa é positiva de desatar vários nós, especialmente fazendo o equilíbrio fiscal, com o mínimo de impacto na Prefeitura”, destaca.

 

SAÚDE
O balanço orçamentário de Divinópolis relativo a 2014, publicado pelo Diário Oficial dos Municípios, mostra que a queda na arrecadação é sem nenhuma dúvida o que mais pesa para as dificuldades financeiras. A receita corrente em 2014 foi de R$ 470,4 milhões, R$ 33,5 milhões abaixo da previsão. Entretanto, saúde e educação tiveram aumentos significativos na aplicação de recursos.
A receita com impostos para 2014 reflete a queda brutal na receita municipal. Prevista em R$ 94,2 milhões, a arrecadação com impostos municipais ficou em R$ 83,8 milhões, R$ 10,4 milhões a menos. Também caiu a arrecadação com taxas públicas, prevista em R$ 78,9 milhões e atingindo a R$ 68,7 milhões, o que significou menos R$ 9,2 milhões. 
O sistema de saúde consumiu R$ 163,8 milhões em 2014, contra R$ 143,7 milhões em 2013, R$ 20 milhões a mais, o que significa aumento de investimentos da ordem de 13,97%. Já a educação, que em 2013 recebeu R$ 78,3 milhões, em 2014 teve um acréscimo de 6,67%, recebendo R$ 83,5 milhões.
Entre as despesas, o maior peso foi a folha de pagamento. Com pessoal e encargos, incluindo servidores da Prefeitura, Câmara Municipal, Diviprev e Emop, o município desembolsou no ano passado R$ 216,3 milhões, 15% a mais que em 2013.

 

Crédito: Jotha Lee

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