sexta-feira, 15 de Maio de 2015 11:07h Atualizado em 15 de Maio de 2015 às 11:10h. Mariana Gonçalves

Gentileza no trânsito é tema de palestra para funcionários do Consórcio Transoeste

Frequentemente, os colaboradores do Consórcio Transoeste – empresa responsável pela execução do transporte público em Divinópolis – recebem treinamentos e palestras de qualificação realizadas pela própria empresa

No entanto, dessa vez, a ação teve como parceiro a equipe da Associação dos Deficientes do Oeste de Minas (Adefom), que trabalhou com a temática “Gentileza gera Gentileza”.

O objetivo foi propor um momento de reflexão sobre as atitudes que adotamos em momentos de maior tensão e, com isso, promover a conscientização dos operadores do transporte público, com a intenção de que sejam evitadas atitudes agressivas. Assim, também possibilitando a construção de relações profissionais baseadas no respeito mútuo. A ação ocorreu durante todo o dia de ontem. Os profissionais que trabalham na parte da tarde foram convidados para participar da palestra no período da manhã, já os trabalhadores da manhã assistiram a palestra durante a tarde.

A psicóloga do setor de Recursos Humanos do Consórcio, Sabrina, destacou durante a sua apresentação na palestra atitudes simples que, se adotadas pelos motoristas e cobradores, irão contribuir para o aumento de qualidade do serviço prestado a população. Paciência foi um termo bastante usado para orientar os trabalhadores. Por exemplo, quando um passageiro entrar no ônibus, mesmo que não seja um idoso, ou uma mãe com criança no colo, esperar que ele se sente ou se acomode no veículo é uma questão de gentileza e também de segurança, pois dependendo da força com que o motorista “arranca” o carro, o passageiro pode vir a se machucar. 

Outra orientação dada pela psicóloga é sobre o ato de ceder lugar. A parte dianteira do ônibus é destinada a pessoas idosas, gestantes e deficientes – no caso de cadeirantes há um espaço reservado, depois da roleta, com auxílio de elevadores. Os profissionais do transporte coletivo fora do horário de trabalho, também podem ocupar estes acentos, mas isso só deve acontecer se não houver nenhum passageiro preferencial para fazer uso destes bancos.

 

ATENDIMENTO AO DEFICIENTE

O servidor público Douglas Cleiton é deficiente visual e participou da palestra por meio da Adefom, com intuito de orientar os profissionais a como efetuar o atendimento a pessoas com deficiência. “Nós da Adefom queremos passar para os trabalhadores algumas práticas que eles devem repassar aos deficientes quando forem usar o transporte público. Por exemplo, o cadeirante não deve entrar na rampa do elevador de costas para a rua, ele tem que entrar de frente para a rua, por que se houver uma queda essa pessoa vai poder apoiar as mãos no chão. Ele de costas, não vai ter como se proteger. Já a gente, deficiente visual, para entrar no ônibus que precisamos é necessário parar lotação por lotação, porque se não tiver ninguém com a gente quem vai poder nos dizer qual é aquele ônibus é o motorista. Então eles precisam ter paciência com o deficiente visual. Outra coisa é esperar que ele entre no veículo e se acomode, porque como não enxergamos é impossível saber se tem curva, buracos, ou outra qualquer outra coisa que nos desequilibre”, explica.

Ainda segundo Douglas, o elevador não é para ser utilizado somente por pessoas cadeirantes, ele deve ser usado também para atender gestantes e pessoas obesas. Houve uma grande melhora no que se refere ao atendimento do transporte público para os deficientes em Divinópolis, mas ainda é necessário que os operadores desse sistema se adaptem melhor.


Crédito: Mariana Gonçalves

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