sábado, 16 de Janeiro de 2016 04:28h Atualizado em 16 de Janeiro de 2016 às 04:36h. Pollyanna Martins

Ginecologistas retornam gradativamente aos postos de saúde de Divinópolis

Um impasse entre a classe, o Ministério Público e a Prefeitura fez com que os profissionais tirassem férias coletivas

O atendimento ginecológico/obstétrico está retornando gradativamente aos postos de saúde de Divinópolis. Após um impasse, que iniciou em setembro, com a classe, o Ministério Público e a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), por causa da carga horária feita pelos médicos no Sistema Único de Saúde (SUS), os médicos tiraram férias coletivas, e apenas o posto de saúde do bairro Planalto disponibilizava da especialidade. Depois de muitas negociações, os órgãos entraram em acordo com a classe e o serviço vai ser restabelecido aos poucos.


Em novembro, quando a crise agravou, a Prefeitura de Divinópolis emitiu uma nota informando que seis unidades de saúde estão sem atendimento ginecológico. “No entanto, os médicos do Programa Estratégia Saúde da Família estão aptos a fazer o atendimento pré-natal e de ginecologia básica. Estes profissionais atuam em 32 equipes espalhadas em todas as regiões da cidade. Atualmente, sete ginecologistas estão de férias ou de licença”. A nota orientava ainda, que as mulheres procurassem a unidade de saúde mais próxima de sua casa, para ser avaliadas pela equipe. “Se necessário, poderão ser encaminhadas para outras unidades de saúde, onde um profissional em ginecologia realizará o atendimento”.


Passado o impasse, os postos de saúde dos bairros Niterói, Itai, Nossa Senhora das Graças, Ermida, São José, Ipiranga e Bom Pastor já contam com os profissionais. De acordo com a Semusa, até fevereiro, o serviço será restabelecido em todos os postos de saúde. A partir do mês que vem, os postos de saúde dos bairros Nações, Centro e Danilo Passos já terão o serviço mais uma vez. Ainda de acordo com a secretaria, o posto de saúde do bairro Afonso Pena está em transição para ser uma Estratégia de Saúde da Família, que contará com um médico generalista, ou seja, que atende a todos os ciclos de vida.

 


CRISE
O motivo do impasse era uma determinação do Ministério Público, que obrigava os médicos a cumprirem 4 horas diárias nos postos de saúde, e que tal cumprimento fosse comprovado por meio de ponto biométrico. Como forma de pressionar o órgão a voltar atrás, os médicos tiraram férias coletivas. Em setembro, o vereador, Delano Santiago Pacheco (PRTB), disse que os médicos entraram de férias para mostrar ao MP como seria caso os profissionais saíssem de seus cargos. “O Ministério Público obrigando os médicos a cumprirem esta carga horária, eles [médicos] não vão querer mais trabalhar na Prefeitura, porque nos consultórios médicos deles, dão muito mais que o piso salarial pago pela Prefeitura, mas eles não querem largar as suas responsabilidades. Não há desassistência, os médicos não estão tirando férias como forma de motim, eles estão tirando férias como forma de dizer para o Ministério Público ‘olha o que vai acontecer se todos nós sairmos da Prefeitura’”, explicou.

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