sábado, 10 de Setembro de 2016 11:00h Pollyanna Martins

Greve dos bancos aumenta movimento nas lotéricas

O movimento das 19 lotéricas da cidade cresceu em média 20% após a greve dos bancários

A greve dos bancos afetou diretamente o movimento nas casas lotéricas em Divinópolis. Nesta quinta-feira (8), já era possível ver o reflexo do mo­vimento dos bancários com o tamanho das filas nas loterias. O empresário lotérico, Ansel­mo Ordones, está no ramo há 14 anos e afirma que todo ano já é esperada a greve dos bancos e, com isso, o aumento no movimento das lotéricas. De acordo com o empresário, sempre que os bancos param os serviços, o movimento das lotéricas aumenta cerca de 20%. “Todo ano a gente já sabe que tem essa greve, e tem um aumento na procura de aten­dimento nas casas lotéricas nesta época. O movimento aumenta cerca de 15% a 20%”, detalha.

Conforme o empresário, do quinto dia útil até o dia 10 de cada mês, é normal o aumento no movimento nas lotéricas, devido ao vencimen­to de muitas contas. “Todo mês, chegando próximo ao dia 10, o movimento é grande, a partir do quinto dia útil. Hoje, já seria um dia de muito movi­mento, mas fora esse fator do dia 10, tem a greve do banco, que sobrecarrega ainda mais a lotérica”, esclarece. Segundo o Anselmo, não há nenhuma mudança no atendimento durante a greve dos bancos. A rotina das lotéricas é mantida e o serviço prestado continua igual. “Não muda nada, nem horário, número de funcioná­rios, continuo com a minha ro­tina de autenticação”, informa.

FEBRABAN

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou, por meio de nota, que em todo Brasil há estabelecimentos credenciados pelos bancos, supermercados, casas lotéri­cas e postos dos Correios para que a população possa fazer pagamentos e outros serviços. Conforme a Federação, por esse canal é possível realizar as seguintes operações: paga­mento de boletos bancários e de faturas de concessionárias de serviços públicos; saque de dinheiro e de benefícios sociais, observados os parâ­metros de cada banco; depó­sito em conta corrente ou em conta poupança, observados os parâmetros de cada banco; consulta de saldos e extratos de contas correntes e de pou­panças; entrega de propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados/pensio­nistas do INSS, empregados de empresas conveniadas e recarga de celular pré-pago.

Ainda de acordo com a Febraban, todos os bancos oferecem um serviço telefô­nico pelo qual o cliente pode tirar dúvidas sobre serviços e realizar operações, como consultas a saldo e extrato, transferências, pagamentos de contas e tributos, aplicação e resgate de investimentos, pedidos de talões de cheque, etc. Caso seja indispensável ir até uma agência bancária, os bancos têm uma ampla rede. O cliente pode consultar o site Busca Banco, www.bus­cabanco.com.br, da FEBRA­BAN, para localizar o endereço mais próximo. A Federação informou ainda que saques, depósitos, pagamentos de contas, consulta e retirada de saldo/extrato, transferências, saques de benefícios sociais; bloqueio e desbloqueio de cartão, empréstimo pessoal (CDC), resgate de investi­mento e solicitação de débito automático podem ser feitos no Caixa Eletrônico.

GREVE

A Federação Nacional dos Bancos apresentou ontem à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Finan­ceiro (Contraf) e à Confedera­ção Nacional dos Trabalhado­res nas Empresas de Crédito (Contec) uma nova proposta de aumento na remuneração dos bancários, que consiste em um reajuste de 7% para os salários e benefícios, somados a um abono de R$ 3.300,00 a ser pago até 10 dias após a as­sinatura do acordo. A primeira proposta apresentada pela Federação foi de rea¬juste de 6,5% mais R$ 3 mil de abono para os trabalhadores.

Os bancários pedem re­ajuste sa¬larial de 14,78%, sendo 5% de aumento real e 9,31% de cor¬reção da infla­ção; participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, décima-terceira ces­ta e auxí¬lio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assé­dio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio­-educação.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhado­res do Ramo Financeiro de Divinópolis e Região, Djalma Antônio Biata, a proposta foi negada imediatamente duran­te a reunião. De acordo com Djalma, uma nova reunião será realizada na terça-feira (13), às 14h, para a Fenaban apresentar outra proposta para a classe. “Essa proposta foi recusada de imediato, nem foi repassada para ser discuti­da em assembleia. Uma nova reunião foi marcada para a Fenaban apresentar outra proposta, e a greve continua”, afirma. Em Divinópolis, as agências do Banco do Brasil da Avenida 1° de Junho, Goiás e do bairro Santa Clara estão atendendo normalmente.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.