terça-feira, 6 de Outubro de 2015 09:55h Atualizado em 6 de Outubro de 2015 às 09:58h. Pollyanna Martins

Greve dos peritos do INSS completa um mês

A classe pede um reajuste de 27%, 30 horas semanais de trabalho, reestruturação da carreira e fim da terceirização

A greve dos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) completou um mês no final de semana. A categoria pede aumento salarial de 27%, 30 horas semanais de trabalho, reestruturação da carreira e o fim da terceirização. Segundo a Associação dos Médicos Peritos, mais de 350 mil procedimentos deixaram de ser feitos em todo o país desde o início da paralisação, no dia 4 de setembro.
Foi divulgado ontem, que o Ministério do Planejamento voltou a negociar com a classe, porém essa informação foi negada pelo diretor sindical da Associação dos Médicos Peritos da Previdência Social, Luiz Carlos Argôlo. “Nós não temos nenhuma informação que possa assegurar se as negociações vão ser retomadas, ou não. Até o momento, as negociações não foram retomadas”, afirma.
Na Gerência do INSS em Divinópolis, são 46 médicos peritos, e 50% deles aderiram à paralisação. Segundo a delegada da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Bianca Tavares, a gerência abrange 22 municípios do centro-oeste. Na agência em Divinópolis, são cinco peritos, e apenas dois estão trabalhando. “Cada agência da gerência atende em média 15 perícias por semana. A agência de Divinópolis sempre teve uma demanda muito elevada, porque a gente absorve a carga de algumas agências aqui perto que não têm perícia, como por exemplo, agência de Nova Serrana, de Cláudio, que a gente está sempre superlotada lá, e acaba que as perícias são desviadas para Divinópolis, além das perícias que a cidade tem”, detalha.
Conforme a delegada, já têm perícias que estão sendo agendadas para 2016, antes mesmo da greve. Durante a paralisação, a escala mantida é de ao menos 30% dos trabalhadores, priorizando casos de emergência, como atendimentos pós-operatórios, idosos e gestantes. Outras perícias terão que ser reagendadas pela central de atendimento, no número 135, pela internet, ou nas agências do INSS. “Quem faz o agendamento pelo 135 é uma empresa terceirizada, que não tem nada a ver com a greve, então isso foi mantido. O agendamento pela internet também não foi afetado pela greve. Houve uma greve no setor administrativo do INSS, que encerrou na quarta-feira passada, e este tipo de agendamento está sendo realizado normalmente, porque eles já voltaram ao trabalho”, explica.

 

Negociação
De acordo com Bianca, o Ministério do Planejamento, órgão responsável pela negociação com a categoria, ainda não sinalizou nenhum acordo. “O governo ainda não abriu nenhuma marcação com a gente. A gente pleiteou por diversas vezes, solicitamos que o Ministro nos recebesse, mas não conseguimos abertura para acabar a negociação. Nosso pleito está sendo por causa das 30 horas semanais. Hoje, nós temos colegas que recebem o mesmo tanto que o outro, mas têm uma carga horária diferenciada. A gente quer uma isonomia”, ressalta.
Em nota, o Ministério do Planejamento declarou que os médicos peritos foram recebidos na mesa de negociação em agosto e recusaram a proposta de 21% de reajuste em quatro anos. O órgão informou ainda que, o governo está fechando acordos com cerca de 700 mil servidores e que voltará a conversar, nesta semana, com as categorias que não assinaram acordo.

 

Créditos: Reprodução

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.