sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015 09:47h Atualizado em 6 de Fevereiro de 2015 às 10:00h. Mariana Gonçalves

Grupo Sambaú prepara apresentação de marchinhas de carnaval no Mercado Municipal

Entrando no clima de carnaval o Grupo Sambaú fará uma apresentação bastante irreverente no Mercado Municipal de Divinópolis amanhã

Entrando no clima de carnaval o Grupo Sambaú fará uma apresentação bastante irreverente no Mercado Municipal de Divinópolis amanhã, a partir das 14h. Com um repertório para lá de animado, o Sambaú traz a releitura de marchinhas que marcaram época no carnaval do país.
São músicas como “Oh abre alas, que eu quero passar” e “Se a canoa não virar”. Além disso, os amigos irão interpretar sucessos de compositores como Ataúfo Alves, Cartola, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva, Lupcínio Rodrigues, João Nogueira, Paulinho da Viola, entre outros.  O evento é aberto ao público. O grupo é formado por Cizoca, João do Banjo, Nicinho e Aveland. Os amigos já se apresentaram no mercado em diversas ocasiões do ano passado e cada apresentação deixa uma mensagem e traz sempre uma alegria diferente.

 

CARNAVAL
As tradicionais marchinhas, sempre muito alegres e bem humoradas, embalaram o carnaval brasileiro durante quatro décadas, mas foi no ano de 1960 que essa tradição alcançou o seu auge, no tempo das festas de salão cariocas. Logo depois, os sambas enredo se tornaram a grande sensação carnavalesca. Apesar de não serem mais tão valorizadas durante as comemorações de carnaval, que estão cada vez mais modernas, com shows, micaretas e desfiles de escolas de samba, as marchinhas entraram para a história e ainda fazem a alegria de vários foliões.
A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Estes saíam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. O entrudo era considerado ainda uma prática violenta e ofensiva, em razão dos ataques às pessoas com os materiais, mas era bastante popular.
Isso pode explicar o fato de as famílias mais abastadas não comemorarem junto aos escravos, ficando em suas casas. Porém, nesse espaço havia brincadeiras e as jovens moças das famílias de reputação ficavam nas janelas jogando águas nos transeuntes. Por volta de meados do século XIX, no Rio de Janeiro, a prática do entrudo passou a ser criminalizada, principalmente após uma campanha contra a manifestação popular veiculada pela imprensa.
Enquanto o entrudo era reprimido nas ruas, a elite do Império criava os bailes de carnaval em clubes e teatros. No entrudo, não havia músicas, ao contrário dos bailes da capital imperial, onde eram tocadas principalmente as polcas. A elite do Rio de Janeiro criaria ainda as sociedades, cuja primeira foi o Congresso das Sumidades Carnavalescas, que passou a desfilar nas ruas da cidade. Enquanto o entrudo era reprimido, a alta sociedade imperial tentava tomar as ruas.
Mas as camadas populares não desistiram de suas práticas carnavalescas. No final do século XIX, buscando adaptar-se às tentativas de disciplinamento policial, foram criados os cordões e ranchos. Os primeiros incluíam a utilização da estética das procissões religiosas com manifestações populares, como a capoeira e os zé-pereiras, tocadores de grandes bumbos. Os ranchos eram cortejos praticados principalmente pelas pessoas de origem rural.

 

Crédito: Divulgação

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