terça-feira, 12 de Janeiro de 2016 08:22h Pollyanna Martins

Hospital São João de Deus alega que fechamento de setor é para higienização

Especulou-se ontem que a instituição havia fechado mais um setor devido à crise

A crise que assombra o Hospital São João de Deus desde 2010, mas que se agravou em 2012, e piora ao passar dos anos, fez com que, mais uma vez, corresse o boato de que o hospital havia fechado mais um setor. A instituição fechou o setor dois para higienização, onde é a enfermaria de planos de saúde e particular, e todo mal entendido foi espalhado. Os usuários do aplicativo WhatsApp afirmaram o fechamento do setor dois, que foi negado pela assessoria de imprensa da instituição.
De acordo com a assessoria, o setor passou por uma limpeza e os pacientes da ala foram transferidos para o setor um. Eles retornarão para a ala assim que o serviço for finalizado, e hoje será feita a limpeza do setor um da instituição. Ainda segundo a assessoria, o procedimento é comum no hospital, e o serviço ainda não tem data para terminar, pois outras alas passarão pelo mesmo procedimento. A assessoria de imprensa não informou quantos pacientes foram transferidos ontem para que a limpeza do setor dois fosse realizada.

 


CRISE
Em entrevista ao Gazeta do Oeste, na última sexta-feira (9), a Superintendente Regional de Saúde, Gláucia Sbampato, contestou as declarações do promotor Sérgio Gildin, curador das Fundações e responsável direto pela intervenção ocorrida no Hospital São João de Deus (HSJD), com o objetivo de estancar a crise que afeta a instituição. Com uma dívida que já se aproxima dos R$ 130 milhões, o hospital já suspendeu serviços, os salários dos médicos continuam atrasados e a gestão, sob responsabilidade da Dictum, empresa interventora indicada pelo promotor, ainda não apresentou resultados para equilibrar o hospital.
Ao contestar ontem as afirmações do promotor Sérgio Gildin, a superintendente regional de Saúde, Gláucia Sbampato, esclareceu alguns pontos sobre a relação do Estado com o HSJD, que ainda não haviam sido devidamente explicados. Ao contrário do que afirmou o promotor Sérgio Gildin, Glaucia Sbampato explica que o dinheiro somente será liberado mediante a prestação de serviços, já que não é função do Estado quitar as dívidas do HSJD. “O Estado não tem que abater dívida do hospital ou do município. O Estado tem a obrigação de comprar serviços para a população”, explicou.

 

Colaboração: Jotha Lee

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