quarta-feira, 27 de Maio de 2015 10:48h Atualizado em 27 de Maio de 2015 às 10:50h. Bruna Costa

HSJD foi principal tema de audiência pública na Câmara Municipal

A audiência pública sobre o Hospital São João de Deus (HSJD) foi realizada ontem na Câmara Municipal, junto a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)

O encontro foi mediado pelo presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Arlen Santiago, que apresentou o quadro atual da saúde em Minas Gerais, pontuando a reformulação da tabela do SUS, o teto de atendimento e o Hospital São João de Deus.
Além do deputado estadual Fabiano Tolentino, que requereu a audiência, a audiência contou com a presença da superintendente da Gerência Regional de Saúde, Gláucia Sbampato, do secretário municipal de Saúde, David Maia, do presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Edimilson Andrade, do gestor da Dictum do HSJD, Ariston da Silva, dos deputados federais Domingos Sávio e Jaime Martins, do prefeito Vladimir Azevedo, vereadores, representantes e funcionários de órgão ligados à saúde.
A proposta inicial de discussão da audiência era a saúde nos 55 municípios do Centro-Oeste e a situação do Hospital São João de Deus. Porém, com a falta de representantes dos outros municípios, a audiência focou na situação do HSJD. Com o pedido de levantar propostas de soluções ao problema, Fabiano Tolentino declarou que a saúde é apartidária e deve ser tratada de forma diferenciada, o que foi apoiado por todos os presentes.
Segundo Santiago, não há vontade política de resolver o problema da saúde no Brasil. O HSJD apresenta alto endividamento, superlotação e atrasos no pagamento de funcionários. “O hospital está sendo vítima de uma confusão administrativa, o corpo clínico está reduzido e não existe transparência na gestão do HSJD”, disse o diretor técnico do HSJD, Luciano Nogueira.
A manutenção da saúde é feita de forma tripartite, ou seja, é feita com recursos do governo federal, estadual e municipal. “A proposta do estado é de cogestão”, declara Gláucia. De tudo que foi dito a respeito do HSJD, fica claro que a solução chegará com o equilíbrio dessa gestão tripartite e de escutar a população. Escutar quem vive de perto a realidade e sofrimento da saúde pública no município de Divinópolis e no Brasil.
O apelo das pessoas e de vereadores que tiveram a palavra foi para que trouxesse soluções, como o término da construção do Hospital Público, que foi lembrado pelo vereador Adair Otaviano. Que os representantes sensibilizem e promovam ações e alternativas junto à população. Divinópolis é uma cidade estratégica, os hospitais e a UPA recebem não apenas divinopolitanos, mas pacientes de todos os 54 municípios da região. A ação deve ser conjunta para canalizar recursos que solucionem os problemas do HSJD.

 

Crédito: Bruna Costa

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