sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015 09:35h Atualizado em 9 de Janeiro de 2015 às 09:39h. Carina Lelles

HSJD nega aumento na taxa de mortalidade neonatal nos últimos dias

Tia de parturiente denuncia que bebes estão “passando do tempo” de nascer por normas do hospital de tentar induzir o parto normal

Uma mulher de 47 anos denunciou a morte de pelo menos quatro bebês durante o parto, somente esta semana, no Hospital São João de Deus. A assessoria diz que foram três mortes, sendo dois fetos (que vieram a óbito ainda na gestação) e um bebê prematuro.
Por telefone, em contato com a redação da Gazeta do Oeste, Cristina Vargas disse que a sobrinha está com 41 semanas de gestação e que nesta terça-feira foi ao Hospital São João de Deus, tomou um comprimido para induzir o parto normal e foi mandada de volta para a casa, devendo retornar só amanhã. Cristina não aceitou esse procedimento do hospital e conseguiu que a sobrinha ficasse internada para que o parto fosse realizado no tempo certo. A criança nasceu ontem.
A tia afirma que estes problemas ocorrem porque o Hospital está tentando induzir o parto normal e evitar as cesarianas. E denuncia que uma parturiente, que já está com 42 semanas, estaria na unidade desde sábado e teria tomado sete comprimidos para induzir o parto normal.
No fim da tarde de ontem a assessoria de comunicação do HSJD emitiu nota, assinada pelo diretor técnico do Hospital, Renato Corgozinho, onde diz que “a informação não procede, no sentido que nos últimos dias foram registrados apenas dois casos de fetos mortos, ou seja, fetos que evoluíram ao óbito na gestação e um caso de prematuro que mesmo assistido na UTI Neonatal veio ao óbito.”
A nota ainda destaca que a mortalidade sempre foi baixa na Instituição, a despeito do fato do hospital ser referência em assistência aos partos de alto risco na região há vários anos. “Infelizmente, culturalmente ainda existe uma ‘pressão’ da sociedade pela realização de partos cesáreos, apesar de inúmeras normas contrárias do Ministério da Saúde, o que leva muitas mães continuamente associarem problemas da assistência ao parto ao fato de não terem sido abordadas por partos cesáreos.”
“A Secretaria Estadual de Saúde continuamente monitora os dados estatísticos a respeito da assistência materno-infantil na nossa Instituição e os óbitos neonatais são analisados por Comissão competente para tal, conforme previsto no próprio Regimento Interno do Corpo Clínico. Por último, existe uma vigilância ainda mais contínua e próxima às próprias parturientes que é a exercida pelos profissionais médicos da Instituição, sempre engajados na qualidade da assistência e preocupados com os seus pacientes”, completa a nota.

 

Neonatal
De acordo com a assessoria de comunicação do Hospital, em Dezembro foram realizados 87 partos normais pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e doze através de convênios. Já as cesarianas foram maiores entre as conveniadas, 48 no total no mês e 29 pelo SUS. Em novembro não foram registradas mortes neonatais na unidade e em dezembro foi apenas um caso.

 

 

Crédito: Pollyanna Martins

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