sexta-feira, 1 de Julho de 2011 13:26h Sarah Rodrigues

Humanização é o principal objetivo da ACCCOM

Prevenção, tratamento e bom atendimento rendem elogios à instituição

Quem pensa que na Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (ACCCOM) o clima é de tristeza, se engana. Basta entrar nos prédios que fazem parte do órgão que se vê muita solidariedade e respeito ao próximo, o objetivo da associação além de prevenir e combater as doenças oncológicas é realizar um bom atendimento, fazendo com que o paciente se sinta melhor.


A ACCCOM foi fundada em 21 de março de 1995, através do apoio da população com a adesão de 1 milhão e 300 mil pessoas de 85 cidades e inúmeras localidades do Centro-Oeste de Minas, Alto São Francisco e parte do Sudoeste do Estado atendidas pela Associação. É reconhecida como instituição de Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal.


A instituição é composta por Hospital do Câncer, Casa de Apoio ao Portador de Câncer e Centro Assistencial. A ACCCOM tem como objetivos a prevenção e o tratamento das doenças oncológicas, assistência humana e social para pacientes portadores de câncer e familiares, além de oferecer hospedagem, alimentação, cuidados médicos, de enfermagem, acompanhamento psicológico e assistencial.


Cada prédio da organização tem uma função, que objetiva em realizar um tratamento de qualidade. O Hospital do Câncer, inaugurado em 2002 é equipado com os mais modernos utensílios hospitalares presta mais de 8 mil atendimentos mensais, sendo 95%  pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A Casa de Apoio ao Portador de Câncer, com 1.564 m², possui cinco andares e capacidade diária de 80 leitos gratuitos, foi a segunda grande obra da ACCOM, inaugurada em julho de 2004 e entrou em funcionamento em agosto do mesmo ano. O objetivo da Casa é oferecer gratuitamente hospedagem, alimentação, cuidados médicos, de enfermagem, fisioterapia e psicologia para os pacientes que vierem de outras cidades. Além disso, a Casa também oferece apoio assistencial (como fornecimento de cestas básicas e remédios) para os pacientes mais carentes.


O Centro de Assistência possui profissionais especializados para o tratamento complementar do câncer, nele são realizadas ações complementares. Entre as principais ações está a humanização, a assistência fonoaudiológica, jurídica, psicológica, de enfermagem e fisioterapia, possui atendimento aos municípios e a profissionais de saúde, o Centro de Combate ao Tabagismo e o Consultório Odonto-Oncológico - para tratar o câncer de boca, laringe, complicações orais decorrentes da quimioterapia e radioterapia. E ainda o grupo pós-óbito grupo de encontro mensal com familiares de ex-pacientes falecidos para troca de experiência, com acompanhamento psicológico.

 

 

PARCERIAS


A ACCCOM é parceira do Hospital São João de Deus, que administra o Hospital do Câncer e apoia em várias ações. Toda a estrutura da associação somente é possível graças ao empenho da população em doar. O tratamento para doenças oncológicas é extremamente caro, uma sessão de quimioterapia pode chegar até R$ 30 mil reais, por isso o apoio de todos é importante.


Além das ações diretas com os pacientes a ACCCOM ainda conscientiza a população quanto ao Câncer e as formas de prevenção, diversas palestras, cursos, seminários em parcerias com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), com as secretarias de saúde e outros focando as formas de prevenção e as medidas paliativas.

 

ATENDIMENTO


Para garantir o bom atendimento à população a instituição ainda possui uma ouvidoria, desde 2008, uma das mais antigas da cidade. Segundo a ouvidora Silvana Torres a associação faz pesquisa de satisfação, e ainda recebe manifestações da população através do email ouvidoria@acccom.org.br, do telefone 0800.283.8326 e das urnas de satisfação instaladas na instituição. “O nosso objetivo é fazer um trabalho de qualidade, com muito respeito, carinho, o que é muito comentado é forma que as pessoas são recebidas, porque são muito acolhidas”.


De acordo com a ouvidora o respeito aos pacientes é algo que a instituição preza muito, devido ao tipo de trabalho. Ela conta que os pacientes sempre comentam a forma como os funcionários os tratam, a maioria chama os usuários pelo nome, demonstrando a atenção que têm com eles. Cerca de 80 manifestações são feitas na ouvidoria por mês.  “Com isso nós passamos a ver situações que no dia a dia muitos não percebem”, ressaltou Silvana. A ouvidora avaliou que todas as situações ouvidas pela instituição saem com uma resposta, com um encaminhamento.

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