quarta-feira, 8 de Junho de 2016 12:33h Pollyanna Martins

I Fórum de Segurança Pública é realizado em Divinópolis

O Fórum foi realizado no auditório da Faculdade Pitágoras, pela Acasp e várias entidades responsáveis pela segurança pública de Divinópolis, e discutiu a segurança preventiva do município

POR POLLYANNA MARTINS

pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

A Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (Acasp) realizou ontem (7) o I Fórum de Segurança Pública. O evento foi realizado no auditório da Faculdade Pitágoras, e contou com a presença de representantes da Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Câmara Municipal e da Prefeitura.  Moradores e comerciantes dos bairros Manoel Valinhas e Danilo Passos também participaram do Fórum, que discutiu a segurança preventiva da cidade. Medidas básicas de prevenção que reduzam ou eliminem oportunidades para a ação de delinquentes foram a pauta principal do evento.

 

 

 

Em nota, a Acasp informou que “o objetivo deste Fórum é construir uma cultura de prevenção permanente, onde todos participem e o resultado, consequentemente, será uma qualidade de vida melhor no aspecto da segurança pública para toda a comunidade daquela região”. De acordo com o presidente da Acasp, José Levi da Silva, o Fórum teve também como objetivo despertar a comunidade para a participação social em relação à segurança pública. “As pessoas muitas vezes reclamam das questões que estão envolvendo a segurança, pequenos delitos que às vezes acontecem, mas não discutem o tema, não tomam medidas preventivas”, afirma.

 

 

 

Com o aumento de assaltos em Divinópolis e também naquela região, foram discutidos ainda temas importantes para melhorar a segurança de alunos e professores; mais condições de trabalho para motoristas de vans, ônibus e veículos em geral; patrulhamento preventivo na região e o início de um amplo projeto acadêmico para que a Segurança Preventiva seja pauta do dia-a-dia da comunidade. “A Faculdade sozinha não pode fazer tanto pela segurança quanto todos os moradores que estão ali no entorno. Não existe segurança isolada, então, é preciso este movimento dos moradores, dos comerciantes, daqueles que ali vão, das empresas de van”, reforça.

 

 

 

TRABALHOS ACADÊMICOS

Em um segundo momento, foi feito um trabalho com os alunos da faculdade. Foram feitos trabalhos acadêmicos, com o auxílio de professores, abordando a área de segurança preventiva, e palestras ministradas para os alunos que estavam chegando à faculdade. Segundo José Levi, outras ações serão realizadas na região de forma permanente após o Fórum. “A Faculdade Pitágoras fez um compromisso de manter um representante permanente da instituição nas reuniões semanais da Acasp, que já é um Fórum permanente. A Faculdade entendeu que é importante levar as pequenas demandas para que não se tornem grandes”, avalia.

 

 

 

AÇÕES PREVENTIVAS 

Foram discutidas ainda no Fórum: a renovação das reuniões da Rede de Vizinhos Protegidos; a elaboração de cartilha de segurança, voltada para as pessoas residentes e alunos, a ser impressa; a realização de palestras sobre autoproteção, a ser ministrada pela Rede de Vizinhos Protegidos; a criação de uma Rede de Alunos Protegidos (onde cada sala haverá multiplicadores das instruções recebidas da PM); entre outras ações. A Acasp cobrará ainda da Prefeitura, em parceria com a Faculdade Pitágoras, melhorias da iluminação pública na região; a solução para os lotes vagos e sinalização de trânsito; além de atividades para ocupação dos espaços públicos, de modo que a comunidade ocupe as praças, que hoje se encontram tomadas por pessoas desocupadas. “O Executivo e o Legislativo foram convidados para que todos tomem conhecimento da realidade daquela região, e para que eles possam, como parceiros da comunidade e da segurança pública, desempenhar o seu papel”, enfatiza.

 

 

 

OUTRAS REGIÕES

De acordo com José Levi, o projeto acadêmico elaborado pela Acasp, em parceria com a Faculdade Pitágoras, pode beneficiar outras regiões da cidade, desde que a associação seja procurada. Levi ressalta que, com a implantação do projeto de segurança preventiva, todos que estão entorno da universidade são beneficiados. “Pior do que o crime é o medo do crime. Se for preciso, nós vamos rodar as regiões, aquelas que chamam a atenção na cidade. A gente depende das universidades para que possamos promover uma mobilização social, não só voltada para dentro da faculdade, mas no entorno, com a faculdade fazendo parte deste processo”, conclui.

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