quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014 04:13h Atualizado em 10 de Dezembro de 2014 às 04:17h. Jotha Lee

IBGE mostra queda na mortalidade infantil em Divinópolis

Estatísticas de Registro Civil divulgadas ontem pelo Instituto mostram que o divinopolitano está casando menos

Apesar do caótico sistema de saúde público de Divinópolis, que nos últimos cinco anos tem registrado recordes negativos, com mortes por falta de atendimento, filas de pacientes à espera de leitos, falta de medicamentos e de médicos, além da falência do Hospital São João de Deus, a cidade teve ontem uma boa notícia. O número de mortes de bebês com menos de um ano de idade caiu quase pela metade na cidade, de acordo com as Estatísticas de Registro Civil divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2013, 22 crianças nessa faixa etária morreram no município, contra 31 óbitos ocorridos em 2012, significando uma queda de 42,8%.
O estudo do IBGE mostra alguns dados interessantes. No ano passado o divinopolitano, oficialmente, se casou menos. Foram registradas 851 uniões legalizadas, contra 981 casamentos em 2012, queda de 15,27%. Em compensação, o número de divórcios caiu significativamente. Em 2013, foram feitos 240 divórcios na cidade, contra 379 em 2012, queda de 57,9%.
O titular de um cartório da cidade, que pediu para ficar no anonimato, tem uma explicação para a queda no número de casamentos. Segundo ele, as pessoas estão preferindo as uniões estáveis, que dão os mesmos direitos do casamento oficial. “As pessoas não estão deixando de casar por causa de divisão de bens ou coisa parecida, mas estão preferindo as uniões estáveis que dão os mesmos direitos dos casados e acabam sendo mais práticas. Outras vezes as pessoas casam apenas na Igreja”, analisa.

 

 

INVESTIMENTOS
Ainda de acordo com o estudo, no ano passado Divinópolis registrou 2.686 nascidos vivos, contra 2.650 em 2012. Se aumentou o número de nascidos vivos, caiu a quantidade de mortes, o que é outra boa notícia. Em 2013, 1.813 pessoas morreram na cidade, contra 1.824 em 2.012.
Embora a situação na cidade não seja animadora, a Prefeitura tem procurado minimizar as dificuldades aumentando o orçamento destinado à Secretaria Municipal de Saúde. A queda da mortalidade infantil é o reflexo de investimentos pontuais feitos em Atenção Básica.
Esses recursos sofreram queda significativa em 2012, mas voltaram a crescer em 2013. No ano passado o município investiu 25,39% da arrecadação em saúde, contra 21,62% em 2012, conforme dados oficiais do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).
Ainda de acordo com o TCE, os gastos em saúde por habitante tiveram crescimento significativo no ano passado. Em 2013, o município investiu em saúde por habitante R$ 249,16, contra R$ 203,04, o que significa aumento de 22,71%. Se a comparação dos gastos com saúde por habitante for feita entre 2013 e 2010, esse percentual aumenta ainda mais.
Em 2010, o gasto foi de R$ 174,28. Comparando com 2013, o aumento foi de 42,9%. Esses números refletem a redução no número de mortes em crianças com menos de um ano de idade, bem como tiveram contribuição importante no número de mortes.

 

 

Crédito: Pollyanna Martins

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