quarta-feira, 26 de Agosto de 2015 10:12h Atualizado em 26 de Agosto de 2015 às 10:20h. Pollyanna Martins

Iluminação pública continua precária em Divinópolis

Iluminação pública continua precária em Divinópolis

A iluminação pública de Divinópolis está precária desde que o serviço foi repassado para a Prefeitura de Divinópolis. O órgão assumiu a iluminação da cidade no dia 1° de janeiro, cumprindo uma determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e é responsável pela manutenção corretiva – troca de lâmpadas queimadas e apagadas. Em maio deste ano, a Prefeitura contabilizou cerca de duas mil lâmpadas queimadas em Divinópolis.
A empresa que ganhou a licitação foi a divinopolitana, KPL. O prefeito anunciou no dia 27 de maio a vencedora, e ressaltou que a manutenção começaria logo em seguida. “Vamos acelerar o máximo possível, estamos montando todo um esquema especial com a empresa KPL. A partir de quarta-feira, já daremos toda manutenção, que além de significar um embelezamento paisagístico, tem um grande efeito na segurança pública”, afirmou.
Três meses após assumir a iluminação pública da cidade, a escuridão prevalece em vários pontos da cidade. No bairro Belvedere, um morador solicitou a troca da lâmpada de um poste há quinze dias. Apesar de a empresa ter estabelecido o prazo de sete dias para que a troca seja efetuada, o serviço não foi feito.
PLANALTO
Além do bairro Belvedere, o bairro Planalto também tem ruas que estão às escuras, uma delas é a Rua Ipatinga. A vendedora Sayonara Toledo, mora na Rua há cinco meses e conta que tem medo de chegar em casa à noite, devido a violência que aumentou nos últimos meses em Divinópolis. Ela paga R$ 16 de taxa de iluminação pública. “Já tem um tempo que o poste está com a luz queimada, e assim, a rua fica muito escura e dá muito medo quando estou chegando em casa. Fica muito perigoso porque também tem muitos lotes sem ser murados. Todos nós da rua já ligamos várias vezes para a Cemig e eles falam que é problema da Prefeitura e liga na Prefeitura e não resolve nada”, enfatiza.
A estudante Julia Fernandes também reclama da iluminação da rua de casa. Ela mora na Rua Ozires Joaquim de Oliveira, no bairro Planalto e conta que devido à escuridão que tomou conta da rua, os criminosos agem com maior frequência. No início do mês, um bar que fica na rua foi assaltado e todos os pertences dos clientes foram levados. “A coisa tá complicada, porque a rua já está um perigo e ainda existem postes sem luz, tenho medo de sair e chegar em casa, pelo tamanho escuridão da rua. A rua tem apenas dois postes e em um deles, a lâmpada encontra-se queimada, e nós esperamos o reparo o mais rápido possível”, solicita.

 

JARDINÓPOLIS
O bairro Jardinópolis é um dos mais afetados com a precariedade da iluminação pública. Logo na entrada no bairro, na Rua Limeira, há vários postes, porém nenhum tem iluminação. O Gazeta do Oeste já relatou diversas vezes a situação que incomoda os moradores. Em maio de 2013, o morador, Reginaldo Ribeiro da Silva, relatou que já haviam acontecido mortes no local devido à escuridão. “Pagamos taxa de iluminação pública para não ter o serviço”, reclamou.
Em dezembro do mesmo ano, o Gazeta publicou mais uma vez a reclamação dos moradores do bairro, que vivem com medo da falta de iluminação. “Entre um quarteirão e outro é puro mato e não tem iluminação. Às vezes, nós precisamos ir à igreja e a rua está toda escura; na entrada no bairro também não tem iluminação, vários acidentes já ocorreram por causa disso”, reclamou a moradora, Viviane Cristina Duarte. Na época, a Prefeitura informou, através de sua assessoria de imprensa, que a Secretaria de Operações Urbanas, faria uma análise junto à companhia elétrica de Minas (CEMIG) se as redes de tensão que passam pelo local estão destinadas a receberem a iluminação pública. Se caso estiverem propícias a receberem as luminárias, após análise dos engenheiros, haverá implantação da iluminação.
Mais de um ano se passou e a situação continua a mesma. Segundo a comerciante Franciane Diniz da Silva, na rua da sua casa a iluminação pública é escassa. Ela mora na Rua Figueiras, e há iluminação apenas em alguns pontos. Como no quarteirão onde mora não tem poste com iluminação pública, a comerciante instalou na entrada da sua residência holofotes com sensor de chegada. “Eu pago R$16 de taxa de iluminação pública para ter iluminação no quarteirão de cima e no de baixo da minha casa, e na porta de onde eu moro não tem luz. Fora as ruas que estão cheio de matos, e dá muito medo, porque qualquer um esconde no meio do mato pra assaltar a gente”, ressalta.
A mãe de Franciane também mora no bairro. De acordo com a comerciante, Sônia Diniz Silva, há apenas um poste para iluminar todo o quarteirão onde mora. Para piorar a situação, a única lâmpada que iluminava a Rua Braúna queimou e ficou um ano sem ser trocada. “A lâmpada ficou um ano queimada e eu pagando a taxa de iluminação pública, ninguém faz nada. Tenho medo de chegar em casa e ter algum ladrão escondido no mato”, detalha. A comerciante conta que há outras ruas na mesma situação. Com medo também da violência, Sônia instalou holofotes na porta da sua casa. “Eu também tive que colocar holofotes na porta da minha casa, porque é a única forma de iluminar quando a gente está chegando em casa”, explica.

 

PREFEITURA
A Prefeitura de Divinópolis informou, através de sua assessoria de imprensa, que o passivo de sete dias para efetuar a troca de lâmpadas queimadas ainda não está prevalecendo. O prazo começará a valer após a KPL terminar de trocar as lâmpadas dos pontos que a Companhia de Energética de Minas Gerais (Cemig) repassou para a empresa. A Prefeitura pediu ainda, que a população tenha paciência para que a situação seja resolvida em toda a cidade.
Sobre a Rua Limeira, onde há postes, mas não tem iluminação, a assessoria disse que outra empresa fará a instalação das lâmpadas. O processo de licitação para a escolha da empresa já está aberto e dentro de 60 dias a Prefeitura irá anunciar a empresa vencedora.

 

Credito: Pollyanna Martins

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