terça-feira, 16 de Agosto de 2016 15:59h Pollyanna Martins

Inadimplência cai 6,16% em Divinópolis

Divinópolis superou a média nacional e registrou aumento também no número de cancelamentos de registros

POR POLLYANNA MARTINS

pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

O número de consumido­res inadimplentes caiu 6,16% em julho deste ano, em Divinó­polis, se comparado com julho de 2015. A queda foi divulgada no último balanço feito pela Câmara dos Dirigentes Lo­jistas de Divinópolis (CDL), e mostrou ainda que a cidade superou a média nacional, e registrou também o aumento de 61,5% no número de cance­lamentos de registros, se com­parado com o mesmo período do ano passado. Apesar de ter começado 2016 com uma baixa no número de inadimplência – janeiro houve queda de 8,45% - nos três meses seguidos, teve alta no número de consumido­res inadimplentes, e só a partir de maio o número recuou.

Conforme a pesquisa, em fevereiro houve uma alta de 28,25%; em março de 21,44% e em abril de 7,77%, se com­parados com o mesmo período de 2015. Somente em maio o número de inadimplência começou a cair, pois registrou queda de 5,72%. De acordo com o balanço, junho teve o maior número de queda de inadimplência no ano. No mês, os registros de inadimplência caíram 11,23%, todos compa­rados com o mesmo período de 2015. Divinópolis segue acima da média nacional, que registrou uma queda de 0,33% no número de consumidores inadimplentes no país. Segun­do o indicador apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confede­ração Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de brasileiros negativados atingiu 58,9 milhões no último mês de julho, o que representa 200 mil consumidores em situação de inadimplência a menos do que o registrado em junho (cerca de 59,1 milhões).

Outro dado importante que a pesquisa da CDL Divi­nópolis mostrou foi o recuo das compras a prazo. Con­forme o balanço, o número de consultas realizadas para compras a prazo, comparando com julho/15, recuou 20,30%. Neste ano, apenas em abril houve um aumento, de 1,06% no número de consultas rea­lizadas para compras a prazo. Os outros cinco meses do ano registraram queda. Em janeiro, a baixa foi de 7,89%; em feve­reiro de 0,96%; em março de 19,65%; em maio de 9,30% e em junho de 6,45%. O número de cancelamentos de registros também cresceu significa­mente na cidade. De acordo com a pesquisa, em julho, o número de cancelamentos foi 61,65% maior do que o mes­mo período do ano passado. O mês teve maior número de cancelamentos de registros do ano. Em janeiro, o índice de cancelamento foi de 24,75%; em fevereiro foi 3,45%; em março 8,60%; em abril 1,46%; em maio 2,04%; e em junho foi de 0%, comparados com 2015.

 

ÁGUA, LUZ E BANCOS

 

Segundo o SPC Brasil, a abertura do indicador de dívi­das em atraso por setor da eco­nomia mostra que o brasileiro ainda enfrenta dificuldades para realizar o pagamento de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi com as empresas concessioná­rias de serviços, como água e luz, cuja alta atingiu 8,33% na comparação anual. Em nota, a economista-chefe Marcela Kawauti afirmou que, além da maior dificuldade do consumi­dor em arcar até mesmo com suas contas básicas, em meio à crise econômica, as empresas desses serviços mostram mais disposição em negativar os consumidores inadimplentes como forma de acelerar o re­cebimento dos compromissos em atraso. “Tem se tornado mais comum que essas em­presas negativem o Cadastro de Pessoa Física (CPF) do resi­dente antes de realizar o corte no fornecimento”, informa.

Conforme o SPC Brasil, as dívidas com os bancos cresce­ram 2,48% e atrasos junto ao comércio avançaram 1,42% na base anual de comparação. O único setor em que houve queda na quantidade de no­vas dívidas registradas foi o de comunicação, que engloba TV por assinatura, internet e telefonia, com recuo de 5,17%.

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