quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015 09:25h Atualizado em 28 de Janeiro de 2015 às 09:29h. Mariana Gonçalves

Inscrições para o Projeto Fazendo Arte começam no próximo mês

A equipe do Projeto Fazendo Arte se prepara para iniciar as atividades do ano de 2015. Do dia 2 ao dia 6 de fevereiro os jovens interessados terão a oportunidade de se inscrever para participar das diversas oficinas que o projeto oferece

O cadastro ocorrerá no período da tarde, das 14h às 16h na Estação da Cultura, Praça Pedro X Gontijo – atrás do antigo Pronto Socorro, no Centro de Divinópolis. A inscrição só poderá ser feita pelo responsável da criança ou adolescente, lembrando que para participar do projeto os jovens devem ter entre 9 e 17 anos de idade.
Além disso, no ato do cadastro devem ser apresentados identidade e CPF do aluno e do responsável, comprovante de endereço e documento comprovando que o menor está matriculado na rede pública de ensino. Serão oferecidas pouco mais de 200 vagas, divididas nas modalidades de viola caipira, flauta doce, teatro, jazz, balé, teatro musical, danças folclóricas, violão e capoeira.
De acordo com a coordenadora do projeto Fazendo Arte, Lenir de Castro, o participante é que irá escolher de qual oficina deseja participar. As oficinas terão início no dia 9 de fevereiro e serão realizadas no Centro Cultural Franciscano, no Salão Associação Divina Luz e em 14 escolas municipais. As aulas têm duração de duas horas e são realizadas em diferentes dias, de segunda a sexta.

 

SOCIAL
Segundo Lenir, o projeto já está em sua 13ª edição e mais uma vez pode contar com a aprovação na Lei de Incentivo a Cultura. O Fazendo Arte trabalha a formação cultural de crianças e adolescentes. No ano passado, 1.700 jovens passaram pelos trabalhos das oficinas, muitos ainda continuam com esse ano, porque o projeto trabalha a formação continuada.
Divinópolis, bem como o Brasil, já esteve representada pelos alunos do Fazendo Arte em vários países do exterior. “Conseguimos nos consolidar por ser um projeto que trabalha a arte com tanta seriedade, por ser um projeto que faz a diferença na vida da cidade e do Estado. Inclusive, já tivemos o reconhecimento internacional, viajando por vários países representando o nosso país e a nossa cidade. Através disso conseguimos um resultado social maravilhoso”, destaca a coordenadora.

 

TALENTOS
Durante os últimos doze anos o Fazendo Arte, além de promover um ganho social na vida das crianças e adolescentes participantes, revelou o talento escondido nestes jovens. Lenir destaca a felicidade em poder contribuir com a vida desses alunos e, principalmente, a satisfação em formar cidadãos melhores, jovens mais responsáveis e sensíveis, e com olhares mais atentos para o meio onde vivem.
“Temos a felicidade de ter revelado e formado diversos arte educadores – alunos que começaram conosco e que hoje já têm a sua própria escola de dança. Alunos que hoje são multiplicadores do que aprenderam conosco. Temos uma aluna que está indo para a Universidade da Bahia, já se classificou na primeira etapa. Então temos esse orgulho, esse prazer, de saber que contribuímos um pouco na formação desses jovens”, completa Lenir.

 

APOIO
Este ano a Gerdau completa nove anos de parceria com o projeto Fazendo Arte. Segundo nota enviada à Gazeta do Oeste, a empresa apoia a iniciativa porque acredita que é possível promover a inclusão social dos jovens por meio da educação e da cultura. Atualmente, 15 arte-educadores auxiliam o projeto, propiciando a formação artística dos participantes.
“A Gerdau vem nos patrocinando por meio da Lei de Incentivo Fiscal. Essa lei, penso que beneficia muito o artista, principalmente o artista do interior. Porque assim podemos fomentar a cultura no município e promover as nossas ações, e também os próprios artistas podem promover seu trabalho”, afirma Lenir.
A coordenadora do Fazendo Arte destaca ainda a importância das empresas da cidade saberem sobre a lei de incentivo fiscal e como ela beneficia de modo geral toda a sociedade. Talvez por falta dessa informação, os eventos culturais de Divinópolis não tenham tanto patrocínio como poderiam ter.


Crédito: Mariana Gonçalves

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