sábado, 1 de Dezembro de 2012 04:29h Atualizado em 3 de Dezembro de 2012 às 05:29h. Paulo Reis

Instituições celebram Dia Nacional de Combate ao Câncer

Durante toda a semana a data foi trabalhada de um ponto a outro do país. O Dia Nacional de Combate ao Câncer tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento.

O Dia foi celebrado na última terça-feira (27), mas durante toda a semana a data foi trabalhada de um ponto a outro do país. O Dia Nacional de Combate ao Câncer foi instituido em 1988 e tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença.

 


A Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, de dezembro de 1988, regulamenta as comemorações e estabelece que a data seja uma oportunidade para "evocar o importante significado histórico das entidades de combate ao câncer, de consagração aos inumeráveis e valiosos serviços prestados ao país e proporcionar importante mobilização popular quanto aos aspectos educativos e sociais na luta contra o câncer”.

 


Em Divinópolis a data foi lembrada pelos profissionais e pacientes no Hospital do Câncer e demais repartições que ajudam de forma direta ao órgão, como é o caso da ACCCOM – Associação do Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas.

 


A Associação foi fundada no dia 21 de março de 1995 e tem por objetivo a prevenção, tratamento e assistência aos pacientes oncológicos e seus familiares. É uma instituição sem fins lucrativos, políticos ou religiosos. Atualmente atende a uma população estimada em 1 milhão e 300 mil pessoas oriundas de aproximadamente 55 cidades e inúmeras localidades do Centro-Oeste de Minas, Alto São Francisco e parte do Sudoeste do Estado. A instituição fica na rua Topázio, número 500, no bairro Niterói.

 


O trabalho de conscientização quanto a prevenção e diagnóstico precoce da doença é de suma importância para se evitar e tratar este tipo de enfermidade.

 


De acordo com Angélica Rodrigues, médica oncologista e responsável pela Parte Técnico Científica do Hospital do Câncer, os tipos predominantes de cânceres na região centro-oeste se diferencia entre homens e mulheres. Para os homens o primeiro lugar e mais frequente é o de próstata, para as mulheres o de mama, em segundo e terceiro lugar estão os cânceres de intestino e pulmão, para ambos os sexos, é importante ressaltar que o câncer de colo de útero ocupa o também o segundo lugar de incidência nas mulheres. A estimativa aponta que anualmente 50 novos casos de cânceres de mama são registrados em mulheres e 50 de próstata nos homens na região centro-oeste.

 


Casos estes e outros que podem ser controlados e até evitados caso os homens e as mulheres mantenham com determinada regularidade a execução dos exames aconselhados de próstata (após os 40 anos), mama (após os 40 anos), colo de útero (a partir dos 18 e quem já tem vida sexual ativa) e a colonoscopia (a partir dos 50 anos), esta última realizada a cada 10 anos.
Cada tipo de câncer tem sua particularidade e cada paciente apresenta as suas reações quanto ao diagnosticado. Dado esta justificativa a oncologista esclarece que não é certo se comparar os diagnósticos. “O que acontece com determinada pessoa pode não acontecer com outra, ou seja, cada organismo apresenta uma reação”, afirma.

 


Segundo Angélica, os cânceres hereditários aparecem numa escala de 5 a 10% dos diagnosticados. Um número que apesar de pequeno merece ser estudado. Ela esclarece que atualmente o Hospital possui um projeto de controle de cânceres desta natureza, então aquelas pessoas que percebam a reincidência da doença da mesma natureza na família podem procurar a entidade para fazer um estudo sobre as causas e além de tudo se prevenir ou realizar o tratamento.

 


Como a taxa de envelhecimento no país tem aumentado, a probabilidade da doença crescer também é esperada, já que o surgimento do câncer se caracteriza pela degeneração das células, habitualmente ocorrida nos idosos, não se descartando os erros de mutação celular que podem acontecer também em pessoas mais jovens, aponta a oncologista.

 


Outros fatores externos comuns causadores do câncer é o cigarro, o álcool, a exposição ao sol e os vírus como o HPV e o da Hepatite.

 


A melhor maneira de se evitar o câncer e ter uma vida saudável é manter a rotina de atividades físicas, não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas, evitar o cigarro, ter uma alimentação balanceada e não esquecer a regularidade dos exames preventivos, finaliza a médica. 

 


Números de casos

 

No Brasil, as estimativas para o ano de 2012 e que serão válidas também para o ano de 2013 segundo estudos do INCA – Instituto Nacional de Câncer e aponta a ocorrência de aproximadamente 518.510 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, reforçando a magnitude do problema do câncer no país. Sem os casos de câncer da pele não melanoma, estima-se um total de 385 mil casos novos. Os tipos mais incidentes serão os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e estômago para o sexo masculino; e os cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireoide para o sexo feminino.

 


São esperados um total de 257.870 casos novos para o sexo masculino e 260.640 para o sexo feminino. Confirma-se a estimativa que o câncer da pele do tipo não melanoma (134 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (60 mil), mama feminina (53 mil), cólon e reto (30 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (18 mil).

 


Nas últimas décadas, o câncer ganhou uma dimensão maior, convertendo-se em um evidente problema de saúde pública mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no ano de 2030, podem-se esperar 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com a doença. O maior efeito desse aumento vai incidir em países de baixa e média rendas.

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.