quarta-feira, 15 de Agosto de 2012 13:53h Mariana Gonçalves

Institutos Federais ainda mantêm greve em Divinópolis

A equipe de reportagem tentou contanto com os responsáveis pela Universidade Federal de São João Del Rei, porém,o diretor da instituição não foi encontrado para se pronunciar sobre o assunto.

A mobilização dos Institutos Federais tomou conta de praticamente 90% das instituições do país. Recentemente o Governo, por meio da presidente Dilma Rousseff, apresentou uma proposta de negociação para os servidores federais, mas por enquanto a greve continua.

 


Na ultima quinta-feira(9), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, ( ANDES-SN), divulgou através de comunicado oficial em sua página da internet, de que a greve dos professores das universidades federais está mantida na maioria das instituições. De acordo com o comando de greve, até o fim da semana passada, os docentes de 57 universidades haviam decidido em assembleia pela continuidade do movimento, rejeitando a proposta feita pelo governo nas ultimas reuniões.

 

Em Divinópolis, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Cefet, conforme anunciando pelo Sindicato e pela frente  dos grevistas, continua com as atividades paralisadas até que haja alguma providência por parte do Sindicato dos Docentes. Parte dos funcionários quer voltar a trabalhar, porém a outra parte ainda se nega.

 

A equipe de reportagem tentou contanto com os responsáveis pela Universidade Federal de São João Del Rei, em Divinópolis, porém,o diretor da instituição não foi encontrado para se pronunciar sobre o assunto. A instituição também segue com a paralisação

 

Em Belo Horizonte, a UFMG, volta com alguns setores em funcionamento, porém parte dos docentes prosseguem com a greve.
O comando nacional de greve do Andes defende no comunicado que “a greve permanece firme e coesa”. De acordo com o texto, “os docentes têm clareza do significado da luta e cobram reabertura de negociações, visando o atendimento da pauta de reivindicações, a qual objetiva o avanço da educação pública”.

 

Ainda de acordo com os Dados do Andes-SN e do Sinasefe que indicam a quantidade de instituições paradas, no último levantamento realizado na sexta feira (10). A paralisação já atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica.
O movimento já perdura por mais de 80 dias. 

 


A  proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento prevê reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes, aplicados de forma parcelada até 2015. Até então, apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes),uma  das entidades que representam os docentes das universidades federais, aceitou o acordo com o governo e já tenta normalizar as atividades. 

 

NOVOS RUMOS

 

Os professores das universidades federais já receberam duas propostas do Governo Federal, mas rejeitaram e decidiram continuar com a paralisação das atividades. Porém, uma decisão do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, pode por fim em pelo menos parte da greve. Na manhã de ontem (14), através de um pronunciamento feito por Adams, em uma rede nacional de Televisão, foi determinado que a partir de agora, os reitores ficam proibidos de pagar os salários dos professores e servidores faltosos, sob pena de responder por crime de impropriedade administrativa.

 


Os reitores de universidades federais ficam obrigados a informar os nomes de professores e funcionários em greve.
 

O advogado-geral da União diz que o não pagamento de salários a grevistas é uma jurisprudência pacífica do TST (Tribunal Superior do Trabalho). O governo atuará nos próximos dias e semanas para que todos os servidores parados não recebam mais seus vencimentos.
A ideia é que os dias não trabalhados sejam descontados no pagamento dos mesmos. Ainda de acordo com o advogado essa medida é para por fim na greve, que mesmo após duas propostas, ainda persiste.
 

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