quarta-feira, 5 de Setembro de 2012 12:30h Mariana Gonçalves

Institutos Federais de Divinópolis retornam as atividades na próxima semana

Na tarde de ontem (4), os professores do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Cefet, campus Divinópolis se reuniram para colocar fim na greve que já durava quase 4 de paralisação total. Foi decidido que na próxima segunda feira (10), os trabalhos na instituição voltam a normalidade.

 


De acordo com Antônio Guimarães Campos , professor do Cefet na cidade, a decisão de voltar aos trabalhos partiu primeiro porque a data limite para a apresentação no Congresso de projetos orçamentários para 2013 já passou, e agora não seria vantagem manter as paralisações.  “Os ganhos não foram tão grandes, mas continuar com a greve agora não é viável.” disse.

 


A proposta para os professores foi um reajuste entre 25 e 40%, escalonado em três anos “Mas isso depende da situação de cada um, isso vai do tempo de carreira de cada um”,conta o professor.

 


De acordo com o comunicado oficial enviado à imprensa pelo Cefet, o resultado da reunião foi que o retorno das aulas foi aprovado com os seguintes resultados: 13 votos a favor, 5 contrários e 4 abstenções. “Alertamos para o fato de que alguns professores manifestaram o desejo de se manterem em greve” diz em comunicado.
Para a reposição do calendário escolar, segundo Antônio Guimarães após o termino efetivo das greves uma proposta que até já foi apresenta ao colegiado será analisada. “Já está sendo discutido o calendário de reposição, já existe uma proposta inicial, porém só que  depois que voltar a greve é que isso será discutido”finaliza.

 


A mobilização dos Institutos Federais tomou conta de praticamente 90% das instituições do país. No inicio do mês passado, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior ( Andes-SN). Divulgou através de comunicado oficial em sua página da internet, que enquanto pudesse iria manter a greve. Desde o último dia 9, as negociações com o governo haviam sido encerradas.

 


Após o encerramento das negociações, a presidente Dilma Rousseff, disse em entrevista coletiva na televisão, que o governo tinha chegado ao limite. A proposta aceita pelos servidores, terá um impacto no Orçamento de R$ 2,9 bilhões nos próximos três anos. Só para 2013, o custo será R$ 670 milhões. O governo elevou em R$ 1,2 bilhão a proposta do aumento como forma de incentivar a titulação.

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